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Vento nunca levará a História e as memórias!

sexta-feira, 31 de março de 2017

São Martinho do Porto...imagens







São Martinho do Porto, aqui bem perto, é um acidente natural que desde sempre teve o "condão" de atrair veraneantes para usufruir dum espaço muito interessante.
As imagens dirão muito mais! 
 
Hélio Matias

Dinheiro em Alcobaça


Cédula Camarária, também chamada, Papel de Valor ou Dinheiro de Emergência.
Estas pequenas cédulas camarárias foram emitidas pelas várias municipalidades do país com a finalidade de facilitar o troco com as notas maiores da época, que culminava com o fim da Primeira Guerra Mundial. 
A escassez de metais disponíveis para o fabrico de moedas levaram vários municípios portugueses a seguirem o exemplo de outros países do resto da Europa que também emitiram este tipo de "dinheiro".
Aparentemente não tiveram a aprovação pela parte do Governo nem pela parte do Banco de Portugal, mas esse facto não evitou que as várias Câmaras Municipais as emitissem.
E a Câmara Municipal de Alcobaça não fugiu à regra, emitindo estas cédulas com a foto do edifício do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça e respectivo número de ordem!
...Quem sabe do "jeito" que não dariam...hoje!
Imaginem só os Autarcas a fazerem dinheiro a seu belo prazer, e as filas com milhares de pessoas à espera...nem na sopa dos pobres a afluência seria tanta!!!
Julgo que o melhor seria mandá-las por "mail"!!!! 






Hélio Matias

quinta-feira, 30 de março de 2017

A força unida


Desde sempre...a união ajuda.

Hélio Matias

Barco em perigo - Nazaré


A vida do mar tem muitas vezes revezes inesperados e onde menos se espera.
Na imagem uma chegada "atribulada" dum barco que regressa da pesca do "candil" ...quase no momento de se encontrar em "bom porto" e pese a ajuda dos que estão à espera em terra, sofre um revés de maré, que por pouco não o virava e criaria uma situação pelo menos embaraçosa!
Vida de mar...vida de perigo!


Hélio Matias

quarta-feira, 29 de março de 2017

Nazaré...sabonete


A Saboaria e Perfumaria CONFIANÇA, em Braga, comercializou entre 1930 - 1960, este sabonete que tem como tema ilustrativo o pescador da Nazaré.
É uma ideia genuína, que acabará por nos encher de orgulho e vaidade por ver reconhecido desta maneira a Nazaré!



A Perfumaria e Saboaria Confiança foi fundada a 12 de Outubro de 1894, tendo sido seus mentores Rosalvo da Silva Almeida e Manuel dos Santos Pereira, com a firma “Silva Almeida & C.ª”. O capital inicial era de 10 contos de reis, tendo a fábrica ocupado inicialmente o espaço de uma pequena oficina, no mesmo lugar onde se ergue ainda hoje o edifício da rua Nova de Santa Cruz. A média de produção inicial situava-se na ordem de mil caixas de sabão por mês.
Inicialmente a fábrica não contava ainda com mão-de-obra especializada, o que dificultava a evolução da sua eficácia produtiva. Entretanto, e na altura em que o capitalista Domingos José Afonso se juntou ao projecto, em 1898, elevou-se o capital da empresa e foram adquiridas novas máquinas para o fabrico do sabão. Devido a problemas económicos, a 18 de Fevereiro de 1910 o capital evolui e é um período de grande crescimento da fábrica, que coincide com os anos da 1.ª Grande Guerra, aproveitando o espaço de exportação concedido pelas indústrias paralisadas dos países onde decorria o conflito. É nesta altura que se constrói o novo edifício da fábrica, que corresponde em parte ao que actualmente existe. Entretanto vai beneficiar de prémios e reconhecimento nacional, que vão impulsionar a sua produção e divulgar o seu nome no mercado.
 Em 1920 o capital evoluiu para 1.200 contos, podendo elevar-se até 2 mil contos se as necessidades o justificarem. A fábrica teria então cerca de 80 funcionários, que ganhariam anualmente cerca de 200 contos, oferecendo a empresa apoio médico aos funcionários e família, para além de outras regalias, hoje básicas, mas outrora ainda não consignadas nos direitos do trabalhador. Foi também por esta altura que a empresa adoptou pela primeira vez a designação de “Perfumaria e Saboaria Confiança”. Em 1923 a empresa já produzia cerca de 8 mil caixas de sabão mensais, calculando-se que servisse metade do consumo de sabonetes do total da população portuguesa. O objectivo nesta data passava por aperfeiçoar os produtos, tentando responder ao nível de qualidade existente nos produtos da indústria estrangeira.
A Saboaria e Perfumaria Confiança é um caso de notório sucesso entre os empreendimentos industriais da cidade de Braga ao longo da primeira metade do século XX. É certo que, analisando, as indústrias que preencheram o tecido empresarial bracarense ao longo das últimas três décadas, seremos obrigados a relativizar a dimensão da Confiança, dado ser inferior em produção, número de funcionários e volume de negócios. Todavia, percebendo o contexto histórico em que surgiu, a demografia da própria cidade nessa época, e salientando o facto de ser uma empresa detida por bracarenses, seremos obrigados a reconhecer o seu papel fundamental no desenvolvimento de Braga e o seu impacto na vida de uma das freguesias urbanas mais importantes do tecido urbano.
Os mercados principais do sabão eram as regiões circundantes: o Minho, Trás-os-Montes e o Douro. Já o mercado dos sabonetes seguia para todos os lugares do país. África, outrora destino preferencial, acabava por se ver afectada pela situação económica e pelo elevado valor das taxas que impedia a empresa de concorrer com produtos mais baratos.
A década de 50 e 60 foi talvez a época mais próspera da empresa, que dominava o comércio de sabonetes em Portugal. Produziam-se então mensalmente cerca de 3 milhões de dúzias de sabonetes, fornecendo não apenas o comércio a retalho, mas também hotéis e outras empresas que requeriam fabrico próprio. Outros produtos, como perfumes, pó de arroz, cremes, pastas dentífricas, stiques de barbear, águas-de-colónia, loções e essências, foram preenchendo certos nichos de mercado e garantindo a produtividade desta unidade fabril.
Nos anos 80 a Confiança começa a desenvolver novos cosméticos, adaptando fórmulas e oferecendo outras novas, em especial nas formas líquidas de gel de banho e champôs perfumados, como resposta aos novos estilos de vida que se começam a impor e ao pedido incessante de novos produtos por parte dos seus clientes.
Com a crescente liberalização do mercado no espaço europeu, acrescentado ao desinvestimento tecnológico das novas administrações da empresa, a produtividade foi reduzindo o seu volume, sendo a fábrica comprada pela Ach Brito em 2009, abandonando as históricas instalações.
Actualmente ainda são produzidos artigos com a marca Confiança, que são depois vendidos no denominado mercado de charme, como produtos de alto nível. Estes artigos, produzidos parcialmente numa pequena unidade fabril em Sobreposta (Braga), recuperam o rico espólio tipográfico das embalagens da fábrica bracarense.
in http://bragamaior.blogspot.pt

Hélio Matias

D. Afonso Henriques...perdeu a cabeça

Fachada Norte, e bem no cimo a estátua de D. Afonso Henriques


Mesmo tendo sido um rei e estando colocado num “pedestal", não significa que esteja imune a desastres e alterações de postura!
Foi o que aconteceu  ao D. Afonso Henriques...a 800 anos de distância.
A imagem de hoje mostra a estátua do nosso 1º rei, a encimar a porta da fachada Norte do Mosteiro, virada para a Praça com o nome do rei Conquistador.
É uma estátua enorme, numa escultura que apresenta as seguintes características: 3,5 m de altura, 1.30 m de largura de ombros e 0,60 m o diâmetro da coroa.
Até aqui nada de extraordinário, mas…
Durante uma grande trovoada, que pairou sobre Alcobaça, no dia 17 de Abril de 1952, pouco depois das 21,05 horas, uma descarga eléctrica atingiu a estátua de D. Afonso Henriques, colocada no alto da fachada do antigo Dormitório dos Frades, tendo esfacelado a coroa e parte da cabeça. Foram também atingidas as varandas da mesma fachada, e a varanda central foi apeada no dia seguinte, por ameaça de ruína.
Pouco depois, foi tudo restaurado pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
Durante este restauro, verificou-se que na coroa existia uma pequena caixa esférica, de prata, com um pequeno corpo, que se diz ser um fragmento de casca de pinheiro.
Sendo assim, terá o caso alguma ligação com a lenda do enorme madeiro arrojado à praia de S. Martinho do Porto ou da Pederneira que serviu para içar a estátua de D. Afonso Henriques à altura a que se encontra?
Tal caixinha de prata com o referido objecto tornou a ser colocada na nova coroa de pedra da estátua.
D. Afonso Henriques ficou agora em paz e sossego, até que!...


Perspectivas diferentes da Praça, vendo-se a estátua de D. Afonso Henriques


 in Nova, Bernardo Villa e Nova, Silvino Villa - Breve História de Alcobaça

Hélio Matias