1

1
O vento nunca levará a História e as memórias!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Bilhete de Comboio de 1967 e...Capicua


A imagem de hoje é uma Relíquia...religiosamente guardada.
É um Bilhete de Comboio, numa viagem entre Valado e Lisboa (Rossio), passado no dia 30 Abril 1967, que custou 42$50 (traduzido para € equivale a 20 Cêntimos) e que tem ainda a curiosidade de ser...uma Capicua - 27372!
Hoje tudo é diferente, com mudanças profundas no tipo do bilhete...no preço (hoje custa cerca de 12 €) e...na "dificuldade" de apanhar um comboio, tão raros são!
É também algo difícil de repetir no Valado...nem com o TVG!


Hélio Matias


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Grande verdade



Hélio Matias

sábado, 23 de abril de 2016

Relembrar William Shakespeare


William Shakespeare foi um poeta, dramaturgo e actor inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo. É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon".
Nascimento: Abril de 1564, Stratford-upon-Avon, Reino Unido
Falecimento: 23 de Abril de 1616, Stratford-upon-Avon, Reino Unido
Cônjuge: Anne Hathaway (de 1582 a 1616)

Algumas citações atribuídas a Shakespeare:
Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos. 
Mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões.  
Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são.
Para o trabalho que gostamos levantamo-nos cedo e fazemo-lo com alegria.  
É melhor ser rei do teu silêncio do que escravo das tuas palavras. 
A alegria evita mil males e prolonga a vida.
Chorar sobre as desgraças passadas é a maneira mais segura de atrair outras. 
É preferível suportar os males que temos do que voar para aqueles que não conhecemos.  
Não acredites nem nos que pedem emprestado, nem nos que emprestam; porque muitas vezes, perde-se o dinheiro e o amigo...e o empréstimo. 
Hélio Matias

Nazaré...Terra de Pescadores

Postal circulado em 1959

Há "estórias" que ninguém nem nenhuma história, consegue apagar.
A Nazaré foi por décadas um baluarte da pesca em Portugal...basta recordar um pequeno extracto duma canção sobre a sardinha..."ela é fresquinha da cor da prata..."!
As imagens remetem-nos para essas vidas irrepetíveis, mas que não deixarão nunca de permanecer tanto mais quando hoje alguns "arautos da má fortuna" proclamam, para o mar...já e em força!
Numa das imagens ao longe, vislumbra-se o "parque" das traineiras nazarenas que milhares de vezes cumpriram a sua missão de pesca!
Nas outras imagens, o esforço de entreajuda dos pescadores para quem o mar era um sustento.
Nada disto voltará a ser visto na Nazaré, mas sem dúvida que nos vamos deliciar a visitar os molhes do Porto de Abrigo, parece que mandado construir para posteriormente se acabar com a pesca!
...Quantos Nazarenos "enterrados" naquele mar por vezes traiçoeiro!
...Onde estão as lágrimas derramadas por dezenas de viúvas e mães!
...Quem se interessou por isso(?!)...viva o Porto de Abrigo.
...abrigo, para quem?!
 
Postal circulado da Nazaré para França, em Agosto 1980

 
   Postal circulado da Nazaré para Alcanena, em 28 Agosto 1955

Hélio Matias

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Lavadeiras no Rio do Abegão...ANTES...AGORA


 Lavadeiras no rio do Abegão, década de 1960

 O mesmo rio do Abegão...hoje

Por vezes custa-nos a acreditar como foi possível determinada situação ter-se alterado num curto espaço de tempo...leia-se algumas décadas!
O rio do Abegão já foi um local fremente de pessoas que quase se "atropelavam" na ânsia de encontrar a melhor pedra para lavarem a sua roupa.
Era impressionante o número de turistas que por momentos paravam para fixarem nas suas máquinas fotográficas estas imagens tão coloridas e cheias de vida e movimento.
Aliás é sintomático que a grande maioria dos postais tenham circulado para o estrangeiro...nomeadamente França.
Este postal, circulou da Nazaré para França, com carimbo da Nazaré de 13 Julho 1961!
E ao fundo o velho Moinho do Abegão que durante décadas e décadas moeu toneladas do bom milho produzido nos campos do Valado.
Hoje é o aspecto degradado e abandonado que fará corar de vergonha quem sem culpa, ali passar.
Continuo com a mesma opinião de que com alguns €, seria possível recuperar o espaço, tratá-lo e colocar um painel informativo dum pouco da história que se vai perdendo.
É urgente que quem decide...se decida a acarinhar o pouco que resta...da HISTÓRIA do VALADO! 

Hélio Matias

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ainda usou?!


Em 1961, era assim que o homem e a mulher cuidavam das suas aparências.
Sorrisos brilhantes e cristalinos...a ombrear com um cara bem "escanhoada" e forte fragrância.
A Binaca e o Floid...reinavam.
Ficariam muito distantes do que hoje desfrutamos?!...se calhar mais na e apresentação.

  
Hélio Matias

domingo, 17 de abril de 2016

Nazaré Barcos e...Vacas

Percebemos pela imagem que sem a ajuda das vacas, a azáfama da pesca na Nazaré teria sido "impossível"!
Basta vermos quantos animais estão neste trabalho de retirar um barco da água...

Aqui conseguimos talvez perceber melhor o enorme esforço que as vacas estão a realizar...basta observar como os seus músculos estão retesados...enquanto o homem as incentiva com uma vara...

Curiosidade...as vacas num trabalho inverso, ao ajudarem um barco a entrar no mar, em que para além do esforço têm de suportar a presença da água!


Hélio Matias

sábado, 16 de abril de 2016

Azeiteiro e Carro das Vacas


Na voragem do tempo, as pessoas, as coisas...tudo "escorre" a um ritmo que ninguém conseguirá controlar.
A imagem mostra um dos mais primitivos carros de vacas, que deve ter sido usado no Valado até cerca da década de 40 do século passado.
A forma mais arcaica é a que usava as rodas todas em madeira, pesadas e sem raios.
Posteriormente surgiu este modelo mais ligeiro, para depois evoluir para outros onde a componente metal sobressai, havendo pois um maior aligeiramento em toda a estrutura.
As rodas deste carro montadas num eixo também em madeira que se encaixava e apoiava nas chumaceiras, precisava de ser oleado, a fim de o atrito ser menor.
Por baixo do carro estava pendurado o azeiteiro, um corno de vaca, que tinha dentro um óleo e uma "boneca" (pau com um bocado de pano), com a qual se oleava a zona do eixo e que viajava sempre pendurado por baixo do carro.
Apesar de artesanal o carro precisava de ser lubrificado, e era com este pincel que se besuntava o eixo para evitar a chiadeira e garantir um melhor desempenho.
Hoje temos as revisões e lubrificações dos nossos automóveis...é isso mesmo que sucede com o azeiteiro! 
Quem não se lembra dos carros de vacas atravessando as ruas do Valado, em movimento lento e algo monótono!
A velocidade e a necessidade que o quotidiano impuseram...alteraram também a estrutura deste carro!

Azeiteiro

Hélio Matias

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Mulher e...Beleza


Este anúncio publicado em 1960, é o exemplo perfeito de que por vezes a cor...não acrescenta nada!
O enquadramento da figura de Sevilhana com o fundo duma corrida de touros é perfeito.
Por vezes...estragamos!

Hélio Matias