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O vento nunca levará a História e as memórias!

domingo, 31 de janeiro de 2016

Ladeira da Quinta

                 


 Quantas décadas separam estas imagens?!
Na primeira é a Ladeira da Quinta (assim conhecida por se iniciar junto ao mirante da Quinta do Campo), percorrida quotidianamente por muitos Valadenses que para o campo...seu único meio de trabalho e subsistência, se dirigiam.
A ladeira termina no início do vale, e passando junto da caseta a linha do Caminho de Ferro do Oeste.
Era uma extensão com cerca de 300 metros cheia de vida...bulício...movimento.
...Na encosta do Bárrio como está assinalado, o Castro das Parreitas!
Que diriam os bons dos Romanos se hoje cá voltassem e presenciassem este novo vale?!
Na segunda imagem, com a ladeira modernizada e alcatroada, passou a um estatuto de "múmia"...sem vida...sem bulício...sem movimento!
Ganhou(?!) o extenso viaduto da A8, mas quem por lá passa, nem sabe que ali bem perto está a Ladeira da Quinta!
Só as Parreitas com milhares de anos se mantêm...enigmas do tempo actual! 



Hélio Matias

Centro Social

D. Maria Dolres Yglesia O´Neill

O Centro Social existe no Valado, por intenção de D. Maria Dolores Yglesias O´Neill, que graciosamente disponibilizou o espaço bem como imóveis em Lisboa, cujo rendimento se destinava a custeá-lo
Obra meritória pela ajuda quer na formação quer no acompanhamento que ao longo de décadas disponibilizou principalmente a milhares de jovens Valadenses.
O acompanhamento escolar...a formação social e cultural...o apoio à criatividade laboral e ultimamente também nas vertentes da pré-primária e como centros de dia para os mais idosos...são um manancial de actividades que dignificam o Centro Social.
É uma longa história que encerra muitas "estórias"!
A imagem, mostra um grupo de mães e os seus filhos no espaço do recreio, chamando a nossa atenção o facto de todos...estarem descalços.
Se colocarmos uma imagem de hoje...como é diferente!


Hélio Matias 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Cortiça e Mosteiro de Alcobaça


A tecnologia está a surpreender-nos a todo o momento!
Não é uma novidade o que hoje apresento na imagem, mas é pelo menos uma novidade que gostaremos de saber.
Mosteiro de Alcobaça...em cortiça!
Parece estar na moda a representação em Cartofilia de monumentos...costumes...etc, neste suporte.
Não sei se a cortiça não estará a atravessar um momento de certa dificuldade na sua utilização e comercialização, será que esta é uma "escapatória" credível?!
A imagem e o enquadramento para turismo é interessante e..."O Vento nem tudo levou" estava atento!

Hélio Matias

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Expressinho


No dia 13 Agosto 1994, juntamente com o jornal Expresso, podíamos adquirir esta pequena revista gratuitamente.
Lá dentro, um repósitório de Passatempos...pequenas histórias do Tom & Jerry...sei lá eu (como diz uma das minhas netas)!
No fim, a preocupação para os mais novos poderem dispôr dum fim de semana com alguma leitura.
...As Nets...o Face...ainda vinham longe!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Festas de S. Sebastião Antigas (antes 1960)

Procissão na rua Arlindo Varela, a caminho do largo da Estação

 Procissão saiu da Igreja e sobe a rua Padre


Procissão na rua Arlindo Varela em direcção ao centro

É dum tempo diferente, este das imagens mostradas.
Têm pelo menos cerca de 60 anos.
O aspecto de solenidade, a obrigatoriedade dos intervenientes usarem uma capa, sob o palio 3 sacerdotes, ruas com pouca gente, ruas ainda sem a camada de alcatrão.
É a verdadeira genuinidade das festas e dum tempo que não volta para trás!
É um tempo em que uma afinada Filarmónica "debitava" acordes musicais que a todos deliciavam!
Neste blog vou mostrar em mais uns posts como o tempo e as festas evoluíram
"Evoluiram"?!

Hélio Matias

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Avós do Futuro


Futuro...o que é o futuro?
Na imagem de hoje estou a ver uma das minhas netas que tem (agora)...13 anos!

Hélio Matias

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Festas de S. Sebastião

Andor de S. Sebastião

S. Sebastião que morreu a 20 de Janeiro, é conhecido por intervir favoravelmente na presença de pestes e epidemias.
Porque será o orago do Valado?
A primitiva população Valadense que se fixou ao redor da Lagoa da Pederneira, encontrou aí uma zona de difícil fixação devido à relação que as condições palustres desenvolvem com surtos epidémicos.
Face a estes condicionalismos percebemos a protecção por S. Sebastião.
Se o dia 20 de Janeiro é a um Domingo, é nesse dia que se comemora o santo, caso contrário será no 1º Domingo depois do dia 20.
Mas esta festa acabará por ser mais conhecida por Festas das Chouriças!
Para uma população rural como a do Valado, o porco surge como o grande fornecedor de carne para a alimentação da família.
Ante o medo que surgisse alguma doença que levasse à morte do porco, os Valadenses prometiam ao santo que lhe ofereceriam uma chouriça se ele não adoecesse.
A organização das festas pressupõe que haja uma Comissão de Festeiros (como aqui a denominamos) e que tem por função organizar todos os requisitos, publicidade, contratações, marcação de itinerários, gestão económica, etc.
O Juiz ou Juízes, será uma figura que sobressai no meio da vida Valadense, quer seja por funções que exerce, capacidade económica, ou simples disponibilidade e desejo assim demonstrado.
Estes são os "ingredientes" fundamentais e funcionais para que as Festas das Chouriças se realizem...por vezes há dificuldade em assegurar estes elementos.
Claro que hoje quase tudo é diferente, mas continuam a ser...as nossas Festas das Chouriças!
Alguma evolução se tem feito sentir na "envolvente" que as Festas das Chouriças têm apresentado, a introdução dum restaurante...um bar das festas...e uma solicitação para que as casas comerciais enfeitem as montras com temas próprios da Valado - chouriças...imagens de santos...louça das antigas fábricas...alqueires com milho...etc..
O tempo passou, mas as Festas das Chouriças servem para o fazer...voltar para trás!
Desde sempre têm uma componente religiosa e profana, esta "serve" de apoio económico àquela.
O Domingo das Festas começa logo pela manhã com uma visita pelas principais ruas da aldeia da Filarmónica e...o estralejar de foguetes - é uma saudação à população.
Cerca do meio-dia inicia-se a componente religiosa com a celebração duma missa solene, onde para além do pároco da freguesia se incorporam dignitários da igreja expressamente convidados, entidades civis e militares, inúmeras fogaças devidamente ornamentadas ao gosto de cada interveniente e o povo Valadense.
Após esta missa com sermão, dá-se início à procissão que percorre as ruas principais, onde as fogaças com as ofertas levadas por Valadenses com os trajes tradicionais, bem como as imagens existentes na igreja paroquial de que ressalta evidentemente o S. Sebastião, o pálio com os representantes eclesiásticos e as referidas autoridades, secundados pela Filarmónica, o povo e...o estralejar dos foguetes, passa sob o parapeito de janelas e varandas engalanadas com colchas...e no chão, de onde em onde, o rosmaninho e outras verduras.
Terminado o "circuito" e recolhidos os componentes religiosos à igreja, seguem para a praça as fogaças e a Filarmónica, onde um leiloeiro procede à venda daquelas e das afamadas chouriças "ao quem dá mais"...enquanto a Filarmónica presenteia a assistência com o seu reportório...alguns pares, não descuram um bailarico...e os leilões esgotam-se em pouco tempo!
Dum modo muito sucinto, esta é...a nossa Festa das Chouriças!
O andor do santo é segundo a tradição transportado por militares...combatentes da guerra das colónias.
Estamos de novo em Janeiro e…as nossas Festas aí estão!

 Na frente à esquerda, Isabel DE, visita diária do blog, 
e que este ano será ilustre Juíza das festas

                                                    Jacinto Preto - Homenagem ao Leiloeiro de muitos anos
                                                              

 Hélio Matias

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Festas das Choiriças


O título deste post é...à Valadense!
Hoje 20 de Janeiro, é o dia dedicado ao nosso Santo Padroeiro...S. Sebastião!
Pois é, começou a movimentação típica desta quadra, e que se prende com a celebração em honra do Padroeiro do Valado.
Começaram as ornamentações das ruas, montras do comércio, peditórios, prepara-se a matança do porco para fazer as chouriças...enfim muito trabalho para os "festeiros"!
Mas o melhor será no 1º Domingo depois do dia 20, esperar muita gente e que as condições meteorológicas ajudem, e aí...teremos festa a sério.
Valado dos Frades....cá os acolhe com prazer!


Quem foi S. Sebastião?!
De acordo com Actos apócrifos, atribuídos a Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que se teria alistado no exército romano por volta de 283 d.C. com a única intenção de animar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas. Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão e por isso, foi nomeado capitão da sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana. Por volta de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram símbolo constante na sua iconografia). Foi dado como morto e atirado para o rio - porém Sebastião não tinha falecido. Encontrado e socorrido por Irene (Santa Irene), quando já estava recuperado apresentou-se novamente diante de Diocleciano, que ordenou então que ele fosse espancado até a morte. O seu corpo foi atirado para o esgoto público de Roma. Luciana (Santa Luciana) resgatou o corpo, limpou-o e sepultou-o nas catacumbas.

Hélio Matias

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Fauna do Valado



Estarmos frente a mais uma pequena maravilha que o Rui Marques nos traz.
A primeira figura mostra-nos um óptimo exercício de acrobacia...e  o que por vezes nos custa ultrapassar determinadas situações!
Na segunda aí temos uma louva a Deus muito importante na sua elegância, que nos poderia confundir muito simplesmente com uma simples palha seca.
É este mundo animal "insignificante" que o Rui ainda vai conseguindo descobrir algures por aqui...que não podemos deixar desperdiçar!


Hélio Matias

Rancho para Sachar Milho


Já foi o Valado uma terra de grande produção agrícola, onde predominava a cultura do milho...e no blog tenho por diversas ocasiões focado este pormenor.
A imagem hoje colocada, é da autoria dum Valadense que se deu ao cuidado de guardar para a posterioridade muitas cenas do nosso quotidiano rural.
E esta é a representação dum rancho que se desloca para uma sacha num campo de milho - retirar as ervas daninhas, para que o milho melhor se desenvolva.
Só quem presenciou ao vivo esta situação, está em condições de poder avaliar o rigor de todo o conjunto - as vestes, o garrafão à cabeça, a posição das enxadas ao ombro e enfiadas nelas as sacas com o farnel, as calças meio arregaçadas, o molho de gravetos à cabeça duma mulher para fazer a fogueira para o almoço, as mulheres de avental, alguns homens de barrete, uma camisa a tiracolo, etc.
Um realismo e um "movimento" que nos deixa parados e observar uma cena de grande fidelidade.
Um agradecimento ao autor, Joaquim Ferreira Santos, pois graças a ele o Valado manteve-se em alguns aspectos...vivo!

Hélio Matias

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Serenidade e Pacatez


Esta é uma imagem de Lisboa cerca 1956!
Repare na altura das casas!
Repare nas pessoas na sua postura e serenidade!
Repare que só vê 4 veículos automóveis!
Imagine...imagine só, como será esta mesma imagem se for obtida hoje!!!
Apetece perguntar como é possível que em somente 60 anos, tenhamos a ilusão que certamente o planeta é outro!
60 anos...só 60 anos!

Hélio Matias

Nazaré - Milagre N. Sra.


O Valado não tem uma grande riqueza no âmbito da azulejaria...salvaguardando claro os painéis da estação do Caminho de Ferro.
A imagem de hoje transporta-nos para a representação do Milagre de N. Sra. da Nazaré.
Policromado ao gosto de quem o desejou, bem como alguma fantasia.
Não são os Valadenses muito devotos à Sra. da Nazaré, pese embora a "romaria" que desde sempre fazem nas festas de Setembro em sua homenagem, no Sítio.
É no entanto uma das muitas representações que "povoam"...a religiosidade dos Valadenses!


Hélio Matias

sábado, 16 de janeiro de 2016

Taberna do "Cação"


É uma imagem das Festas das Chouriças de 1967.
António Gaspar de Sousa, pai destes dois ilustres Valadenses - Armando e Amílcar - possuía mesmo na esquina da rua Prof. Arlindo Varela e a Praça 25 de Abril, uma taberna, onde trabalhavam/ajudavam os seus 2 filhos.
Na imagem agora colocada vêm-se estes em pleno trabalho de abastecer um jarro de vinho para cliente em espera, num dia em que a afluência da clientela era "exagerada".
Era uma corrida constante, enquanto na rua Prof Xavier Coelho, que ficava por trás, era um "desatino" à volta dos fogareiros a carvão, onde crepitavam brasas a assar as célebres chouriças caseiras.
Estas imagens não são hoje possíveis no Valado, e ainda bem...porque as tabernas foram durante anos um tormento e descalabro...para muitas famílias Valadenses!

Hélio Matias

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Família Xavier Coelho



A família Xavier Coelho, teve um papel importante no contexto do Valado dos Frades na 1ª metade do século XX.
"Ligada" às letras e concretamente ao ensino, tem alguma preponderância no magistério tendo Francisco Xavier Coelho completado o curso e sido o 2º Professor oficial do Valado.
Nas fotos presentes, seu filho Daniel Xavier Coelho, distinguiu-se no desempenho associativo através das colectividade existentes e como Regente escolar, exerceu o Magistério no Valado.
Há uma rua no Valado a que foi dado o nome de Prof. Xavier Coelho...justo!

Hélio Matias


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Azulejos da rotunda do Lavrador


Painéis de azulejos fixados nas paredes laterais da rotunda do Lavrador...
Na imagem, a representação duma actividade que certamente mais publicitada foi...a ida aos rios lavar a roupa!
Estão representadas lavadeiras nos 2 rios mais característicos para esta actividade, o rio do Abegão (à nossa direita) e o rio de Longe - Nasce Água (à nossa esquerda), conjugando também a presença de mulher com um burro onde leva a roupa é Valadense, e outras mulheres com a roupa já muito bem dobrada dentro das gamelas e à cabeça...são Nazarenas...ao fundo à esquerda, o insubstituível estendal e à direita o moinho do Abegão.
Claro que toda a publicidade às lavadeiras surgiu mais devido à presença colorida das Nazarenas, foram elas que com o seu modo de trajar...cor...modo de falar...conseguiram cativar a atenção dos milhares de turistas (fundamentalmente franceses) que a todo o momento captavam fotos atrás de fotos.
Ainda hoje nas vendas para coleccionismo de bilhetes postais ilustrados sobre o tema lavadeiras-Nazaré-rios...é dos países da Europa que surgem quase todos!
Quando os turistas se deslocavam entre Valado-Nazaré cruzavam-se com as típicas Nazarenas que carregavam a roupa à cabeça!...
Valham-nos os azulejos...para recordar!

Hélio Matias


Nazaré e...João Fragoso

Pescador da Nazaré 1980, Técnica Panda (lápis de óleo)

João Fragoso — escultor do Mar
Artista de rara intuição, que achou no escopro o seu instrumento de expressão plástica, começou por ser um expressionista rigoroso, para mais tarde abraçar com entusiasmo e convicção o abstraccionismo, sobretudo nas suas criações de génese marítima.
O mar tornou-se a sua grande paixão, o seu amor quase obcecante e com extraordinário poder de poesia, que rompe todos os limites e transfigura a alma secreta dos oceanos.
Rebelde às influências estranhas, mantém-se original.
A arte de João Fragoso processa-se não só na escultura, mas também no desenho e na cerâmica.

João Fragoso nasce a 27 de Abril de 1913 nas Caldas da Rainha, onde faz o curso de uma Escola Industrial. Como esse curso não servia como base para admissão à Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, vai fazer o Liceu a um colégio de Montemor-o-Novo, onde é simultaneamente professor de desenho.
Posteriormente termina o curso de escultura com a mais alta classificação, sendo-lhe atribuído pela 1ª. vez o prémio Ruy Gameiro -- Maria Helena, instituído por morte daquele escultor.
Após ter trabalhado na Exposição do Mundo Português em 1940, foi ao Brasil realizar a sua primeira encomenda e expõe em 41 no Salão do Rio de Janeiro, onde obtém pela primeira vez um prémio.
Entretanto foi-lhe atribuída a bolsa para o estrangeiro que só pode exercer em parte devido à Guerra de 39, tendo-lhe sido só autorizada a permanência em Espanha, para onde parte em companhia do colega Martins Correia.
Foi bolseiro do Instituto para a Alta Cultura e Fundação Calouste Gulbenkian.
É membro efectivo da Academia Nacional de Belas-Artes.
Em 1957 inicia esculturas abstractas que dois anos depois, em 59, se caracterizam de inspiração marítima a que chamou fase «Ode Marítima» e mais tarde «Fase Mar».
Na sequência da «Fase Mar» por altura dos anos 65 constrói montagens (monumentais — afirmação de Augusto França) com madeiras, restos de naufrágios e com seixos rolados procurados nas praias.
Porque o Mar na fase abstracta?
Se não fosse suficiente a minha permanência na costa Atlântica, olhando as rochas, as ondas, os restos de barcos e seixos arrojados pelo mar, haveria ainda a poesia de Camões, de Fernando Pessoa, de João de Barros, de António Maria Lisboa, de Afonso Lopes Vieira, de Gomes Leal, de Sofia M. B. Andresen, de António Botto, de José Régio, etc.

Pescador da Nazaré 1980, Técnica Panda (lápis de óleo)
Pescador da Nazaré 1981, Técnica Rotring e Stano
Pescador da Nazaré 1981, Técnica Rotring e Stano
Pescador da Nazaré 1981, Técnica Rotring e Stano

João Fragoso, Museu Joaquim Manso, Nazaré 1981


Hélio Matias

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Loja antiga do Victor Salgadinho


Este painel de azulejos, situado na rua Prof. Arlindo Varela,158 retrata uma cena vivida numa mercearia que existia neste local.
A freguesa, é a mulher do Jaime Calado, enquanto o comerciante é o Victor Salgadinho, o dono da loja.
A pouco e pouco estas lojas tão características acabaram por desaparecer, "submersas" pelos grandes espaços...sinal de novos tempos!

Hélio Matias

domingo, 10 de janeiro de 2016

Dança dos Concelhos

Documento onde Vallado pertence à Pederneira em 1911
Extracto do D. R. onde o concelho da Pederneira passa a chamar-se Nazaré

A Dança dos Concelhos!
Este poderia ser um nome para uma "opereta", já que é curioso sabermos por onde terá andado no plano administrativo...o Valado.
Não sei se haverá muitas localidades que tenham balouçado tanto...e em tão pouco tempo.
Senão vejamos:
Em 1758, conquanto Valado ainda não fosse freguesia, estava englobado no termo da vila de Alfeizerão!
A 12 de Junho de 1837, era do concelho da Pederneira!
Em 24 de Outubro de 1855, passou para o concelho de Alcobaça, por extinção do da Pederneira!
A 22 de Junho de 1898, regressa ao restaurado concelho da Pederneira!
Em 18 de Dezembro de 1912, o concelho da Pederneira passa a denominar-se da Nazaré!!!
Claro que há muitas razões de ordem política-administrativa em toda esta "dança", mas algo no entanto ressalta!
Valado tem de ser uma terra cobiçada...só assim perceberemos tanto interesse em tê-lo.
E é...o Valado tem ao longo da sua história interesses mil, pelas características da sua população, pela riqueza mineralógica (voltarei a este tema) e pela riqueza agrícola.
Mas a "dança" não terminou aqui...houve uma outra tentativa para voltar a Alcobaça, que explicarei noutra oportunidade.
Há razões para gostarmos do Valado...se os vizinhos assim o têm demonstrado!

Hélio Matias
 

sábado, 9 de janeiro de 2016

Viagem pela Nazaré

Rua Adrião Batalha (Rua Augusta)
 
Quantos de nós nos deliciamos com a ambiência...o mar...a tipicidade da Nazaré!?
Muitos!
Mas quantos "perderam" algum tempo para a contemplação de cenas e "paisagens" com as quais nos cruzamos e vivemos paredes meias!?
Poucos!
Não são as imagens de hoje que vamos encontrar, elas têm a idade de dezenas de anos, mas apesar disso há ainda muitas sombras que nelas se projectam.
Reveja as imagens com um pouco de "tempo - paciência" e descubra que afinal...muita "coisa" não mudou!

Rua Mouzinho de Albuquerque
 
Praça Sousa Oliveira
 
Praça Sousa Oliveira
 
Rua Mouzinho de Albuquerque

Hélio Matias

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Festas Populares de S. João no Valado


As Festas dos Santos Populares - Sto. António, S. João e S. Pedro - foram comemorações que no Valado tiveram durante décadas animados festejos.
Durante anos sediadas no Largo da Violante e mais tarde em plena Praça 25 de Abril, passando ainda por outros locais, foram perdendo o cariz mais popular que transmitiam.
Desde o saltar as fogueiras de rosmaninho, que previamente era trazido dos pinhais, e que se acendiam em diversos pontos da aldeia, onde vizinhos, amigos e simples "passantes" se detinham para conviver e os mais afoitos para ultrapassar num salto, nem sempre bem medido e conseguido, as labaredas que se queriam bem altas...às bombas de foguete que se faziam rebentar...às bichas de rabear que nos surpreendiam pelo trajectória imprevisível...até aos bailaricos!
E aqui o Largo da Violante, a Praça 25 de Abril,...eram engalanados com verdura...montava-se um palanque a servir de palco...e era uma noite de sã alegria e divertimento.
A imagem colocada, mostra uma factura da loja de António Pedro (situada na época muito perto da actual Caixa de Crédito Agrícola) do pagamento de 5 l de vinho pela Comissão das Festas de S. João em 29 de Junho de 1936, que custaram 4$25 (2 cêntimos na moeda actual).
O melhor espírito da aldeia...desaparecido!

 http://www.caminha2000.com

Hélio Matias

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Fonte da Farmácia


Esta é a Fonte da Farmácia, encostada na parede do prédio da farmácia, e no mesmo local onde existiu a Fonte de Baixo.
Nem sempre apresentou um aspecto cuidado como se pode constatar...a degradação é evidente, o que "ligado" a pouca ou quase nenhuma utilização, levou a que há alguns anos fosse pura e simplesmente demolida!
Compreendo a argumentação de que a humidade a "entranhar-se" na parede, podia trazer problemas, mas para um pouco de história que esta fonte representava, estaremos perante mais uma situação em que a intervenção dos poderes autárquicas...deveria preservar este "naco" da história do Valado!
Era muito simples, desactivavam-na...secavam-na e...cuidavam dela, mas para isso seria necessário ter um pouco de "gosto"...o que neste aspecto da história/etnologia nunca foi grande preocupação de quem "manda"!

Hélio Matias

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A Terra é...de todos nós!


Não me vou perder em grandes laudatórios sobre este tema tão glosado...ambiente...agressão ambiental...ecologia...Quioto...Copenhaga...Rio...etc...etc!
Melhor que tudo isso, este recanto perto de mim...ervas e papoilas!
No resto...esperemos que não aconteça nada(!?)

Hélio Matias

Abóboras e o Valado

Aboboreira nascida e criada num muro dentro do próprio Valado

Não sou a pessoa indicada para explicar: porque é que as abóboras sempre se desenvolveram bem nos campos do Valado!
Julgo que por serem solos arenosos e onde ao mesmo tempo a água é uma constante...agricultura de regadio pois!
Numa população rural, onde a criação de animais para o seu próprio "sustento ou sobrevivência", deve ter pesado na opção...cultivar abóboras.
De facto os porcos eram a base da alimentação e estes os grandes destinatários desta cultura.
Há memórias de abóboras enormes de tamanho e peso, de tal modo que por vezes havia quase um concurso de levantamento de alteres, quando surgia uma dessas "gigantones"!
E de tal maneira se tornaram omnipresentes, que as abóboras estavam nas festas...nas ornamentações e...deram até o mote para a Marcha do Valado como fosse o seu hino, onde um dos versos refere - Valado terra da abóbora é chamado...
Justificada esta "homenagem" à abóbora!

Abóboras a secar

Abóboras acabadas de apanhar

Campo cultivado com abóboras

Abóbora nas Festas das Chouriças


Hélio Matias