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O vento nunca levará a História e as memórias!

domingo, 22 de novembro de 2015

Café Helcar

Café Helcar 1959
A vida comercial no Valado teve sempre uma dinâmica não muito expansionista, no sentido de ter muito comércio, mas antes apresentar-se como possuir o que era de facto considerado quase estritamente necessário.
Era assim nos diferentes ramos - uma farmácia...dois talhos...duas pensões com um dúzia de quartos cada...talvez umas dez mercearias e outras tantas tabernas...duas lojas de roupa e...três cafés.
Se quase tudo estava "diluído" pelo tecido urbano da aldeia, no entanto alguns dos estabelecimentos estavam naquilo que poderíamos chamar a área nobre, e era assim com os cafés, todos na hoje Praça 25 de Abril.
A imagem hoje colocada refere-se ao Café Helcar, bem situado na esquina da Rua Prof Arlindo Varela e a Rua Padre Proença de Oliveira mas bem de frente para a referida Praça.
Foi inaugurado em 1959, mantendo-se até hoje com a mesma tipologia e arquitectura, e desde sempre com o mesmo ambiente interno, o que lhe conferia um estatuto muito acima da média dos seus congéneres mesmo em localidades de nível superior.
Para além do referido, o Café Helcar foi também pioneiro no Valado ao apresentar...um reclame publicitário luminoso e colorido...durante algum tempo um "objecto" de êxtase!
É mais uma peça para compor...o "puzle" Valado!

Café Helcar 2014

Hélio Matias

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Fauna do Valado



 





















O mundo do Rui Marques não se confina ao trabalho.
E ainda bem!
Ele encontra o gosto e a disponibilidade para nos presentear com estas lindíssimas imagens, que têm merecido rasgados elogios de quem o visita e que encontramos.
Para mim, além de me deliciar com a beleza e a paciência necessária  à sua  captura, compraz-me imenso saber que afinal ainda é possível encontrar destas "delícias" algures aqui nos nossos campos - pese embora as rãs já quase não coaxarem nos nossos rios, as enguias e os peixes vermelhos praticamente terem desaparecido.
A 1ª imagem é o momento em que uma lagarta se desloca numa pétala de papoila!
A 2ª uma excepcional e bela borboleta, num contraste perfeito!
Obrigado Rui...a vida também é isto!

Hélio Matias

Freguesia de Valado dos Frades...onde começa e acaba?!


Desde sempre me lembro da polémica sobre os limites da Freguesia de Valado dos Frades, havendo quem entendesse que seria mais por aqui ou por ali.
Tempos houve em que o limite passaria a seguir ao Monte de S. Bartolomeu...seria?
Desde sempre o Nasce Água era reivindicado como pertença do Valado...seria?
A Lagoa Grande estando onde está é do Valado...seria?
Consensual, era o Rio Alcoa , o Rio de S. Vicente e do Meio...estas eram fronteiras definitivas e definidas!
Consegui definir os limites num mapa retirado do Google Earth, onde um organismo oficial tem as fronteiras da freguesia definidas, e depois...foi só um trabalho de paciência e introduzir alguns pontos de referência: Nasce Água-Rio Alcoa-SPAL-lagoa Seca-lagoa Grande.
O traçado dos limites foi feito a cor azul para melhor realçar.
Se desejar observar mais e melhores pormenores, clique em cima da foto e...eis a Freguesia de Valado dos Frades!

Hélio Matias

domingo, 15 de novembro de 2015

Vacas a Puxar Barco, na Nazaré


É um painel de azulejos que ornamenta a entrada duma casa do Valado.
Na vizinha Nazaré, havia um momento em que o pescador e o agricultor uniam esforços para conseguir o mesmo objectivo…puxar um barco a sair do mar ou até em determinadas situações para o aproximar da beira-mar e assim facilitar a sua entrada.
E aqui a junta de vacas tinha um papel fundamental, pois era através da sua força que tal era conseguido, e o interessante é que nunca reparei qualquer negativa das vacas que com docilidade se dispunham a este trabalho.
O painel de azulejos não é uma representação estética muito perfeita, mas deixa perceber do espírito de cooperação que se vivia!
Os donos das vacas eram geralmente da Pederneira, próxima da Nazaré!
Por necessidade, os conflitos entre actividades tão díspares…desapareciam!

Hélio Matias

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O Rato-das-Neves


A Natureza ainda nos reserva muitas surpresas, e só a "teimosia" e perspicácia dos investigadores e cientistas nos vão permitindo progredir para descobrir novas espécies e poder completar o "puzzle" que essa mesma Natureza nos coloca.
Eis mais um simpático que a maioria de nós...desconhecia!


É um pequeno mamífero que existe em zonas montanhosas desde o Turquemenistão até à Península Ibérica. Conhecia-se a sua existência em Espanha e só agora foi encontrado em Portugal.
O rato-das-neves, ou Chionomys nivalis, é uma nova espécie para Portugal.Uma equipa de cientistas portugueses capturou-o na Serra de Montesinho e revelou que a população portuguesa de ratos-das-neves tem características genéticas que a distingue das restantes populações da Península Ibérica.
Em Lama Grande, uma das zonas mais altas da Serra de Montesinho, Gonçalo Rosa deixou as suas máquinas fotográficas preparadas com um dispositivo que dispara assim que detecta movimento e diferenças de temperatura
Na verificação das fotografias tiradas durante uma noite aparecia um rato com uns grandes bigodes brancos, uma grande cauda (que chega aos sete centímetros) e que não se parecia com nenhuma espécie que ele conhecia. Era pardo, com tons entre cinzento e branco, e o corpo, excluindo a cauda, teria entre dez e 12 centímetros.
Vive apenas em zonas de rocha e mato e com coberto herbáceo.
Também poderá existir na Serra da Estrela. “Esta serra tem um habitat muito semelhante ao de Montesinho e também tem neve no Inverno”, conta Hélia Gonçalves. “Não é uma praga. E é bastante sensível a alterações do habitat. Além disso, como todos os roedores, tem um papel importante na disseminação de sementes”, refere ainda Hélia Gonçalves, citada num comunicado de imprensa da UTAD.

 in Público

Hélio Matias   

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Lavadeiras no Rio do Calixto


Interessante postal circulado no dia 22 de Agosto de 1973, de Quintela de Lampaças para Rouen (França).
Estamos no rio do Calixto, que é nem mais do que a continuação do rio do Abegão, mas as pessoas do Valado baptizam-no assim quando passa sob a ponte que no postal se vê - liga o Valado à Nazaré - porque mais abaixo se encontra um conjunto de construções onde habitou a família Calixto e foi o "berço" do Valado.
O tema das lavadeiras tem no Valado uma certa "extensão", porque era necessário lavar a roupa...mas também havia "grande oferta" de rios limpos e aprazíveis!


Hélio Matias

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Doçuras em...Alcobaça


Sempre por esta época do ano, aí temos o desafio à nossa gulodice: A Mostra dos Doces Conventuais.
Outra vez e penso que bem, a Câmara Municipal não deixa cair no esquecimento um modo assaz aglutinador de cada vez maior número de forasteiros, de modo a que o espaço por excelência do Mosteiro se revivifique e deixe por "momentos" os seus silêncios.
Outra vez um desfile de "doçuras" que só podem fazer alguns pecados em quem por motivos de saúde não possa nelas "embrenhar-se"!
Mas um dia não são dias, e no dia seguinte...trataremos dos valores do açúcar!



A realização da Mostra volta ao espaço nobre do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, obra-prima da arte gótica cisterciense e que desde 1989 integra a Lista do Património da UNESCO. Alcobaça, a cidade pioneira na promoção da Doçaria Conventual, vai acolher a décima sexta edição da Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais.
Os Monges de Cister, que foram os senhores do Couto de Alcobaça durante cerca de oito séculos (1153-1833), deixaram uma forte marca cultural e Patrimonial na cidade. Aliás não nos podemos esquecer que o Mosteiro de Alcobaça foi um dos mais ricos e faustosos de Portugal.
O legado da Doçaria Conventual, um segredo muito bem guardado durante séculos, é um ponto forte do turismo gastronómico português, e uma marca que Alcobaça soube bem aproveitar, promovendo no Mosteiro de Alcobaça, sempre no terceiro fim de semana de Novembro, desde há dezasseis anos, a Mostra Internacional, que a cidade acolhe todos os anos, dando a oportunidade aos milhares de visitantes que afluem à cidade de viverem a experiência única de apreciarem o esplendor e a riqueza gastronómica da Doçaria Conventual local, nacional e internacional.
Hoje, Alcobaça é conhecida pela Cidade pelos seus Doces Conventuais, uma marca que nos orgulha e que nos distingue. São famosas as nossas Cornucópias, o Pão-de-ló de Alfeizerão, as Trouxas de Ovos, a Ginja de Alcobaça, entre muitas outras iguarias.
A Mostra é de facto o ponto alto cultural alcobacense. Cerca de 40 expositores, durante 4 dias, conseguem transformar Alcobaça na Cidade da Doçaria Conventual.

http://www.cm-alcobaca.pt


Hélio Matias

domingo, 8 de novembro de 2015

Grande Cheia...no Valado


Notícia publicada sob o título Valado à Vista, no Jornal Ecos do Alcoa no dia 20.12.1942.
Este devastador acontecimento foi frequente no Valado durante décadas, dando origem a uma paisagem que nos fazia reviver uma outra de centenas de anos...de facto, ao descermos a ladeira da Quinta não conseguíamos atravessar para o Bárrio, e esporadicamente também junto à rotunda da A8 não conseguíamos passar para Alcobaça...a situação não era pois muito diferente da antiga lagoa da Pederneira.
Era frequente os pescadores da Nazaré virem até ao Valado pescar, deslocando até aqui barcos que vinham a navegar pelas abertas (regatos)!
E na enxurrada que passava ao fundo da ladeira da Quinta, passavam por vezes galinhas empoleiradas em madeiros deslizando cheia abaixo em direcção à ponte da Barca.
Claro que hoje as coisas não se têm repetido, fundamentalmente porque os Invernos são bastantes diferentes, mais secos, mas aí...se não desejamos as cheias...também não desejamos que o clima continue a sofrer pela nossa incúria! 


in http://albertolatoeiro.blogspot.pt 

Hélio Matias

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

1ª Confraternização de Combatentes da Guerra Colonial

 

25 de Outubro de 1970 - Largo Dr. Manuel Colares Pereira.
A Guerra nas antigas colónias estava no auge, tinha começado há cerca de 10 anos!
É curioso, para se perceber a dimensão do conflito, que sendo o Valado uma aldeia, tenha "contribuído" com número tão elevado de militares -  terão faltado alguns, que continuavam na guerra...para além daqueles que infelizmente nela terão falecido.
Mas nesta data resolveu-se promover um encontro, consubstanciado numa missa e visita ao cemitério como homenagem aos que tinham perecido.
Seguiu-se depois uma pequena festa com almoço no Clube. 
Foi um momento de solidariedade, contar peripécias e riscos corridos, no fim o estreitar de laços de amizade que a Guerra apertou...porque ela continuava!
Os "jovens" aqui representados, são hoje...respeitáveis septuagenários!
Foi lhes "pedido" tudo, leia-se a VIDA...nada exigiram...mas nenhum reconhecimento lhes foi prestado!

Hélio Matias


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Elevador da Nazaré


Quantas as perspectivas deste bem essencial para a Nazaré...Sítio e...Turistas?
A miríade de imagens e ângulos sob que foram tomadas, quase apetece dizer que " a cada um o seu elevador"!
Com muitas décadas de permanência efectiva, o elevador tem um valor inestimável que as "gentes do Sítio" certamente agradeceram e reconheceram, a quando da sua inauguração.
Hoje modernizado e certamente mais seguro, é um valor "acrescentado" em termos de turismo.
O túnel permite-nos uma visão diferente das tantas "visões" que a Nazaré nos sugere!



Hélio Matias