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O vento nunca levará a História e as memórias!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mais ou menos População?!



Malthus tinha uma visão um pouco redutora sobre a capacidade da Humanidade ser capaz de gerar um determinado equilíbrio para garantir a sua sobrevivência e bem estar.
Bem, que o problema subsiste nas áreas menos desenvolvidas do Planeta é...indubitável1
...Mas parece-me ser mais uma questão de isolacionismo e cultural dessas populações, que do seu crescimento exponencial!
Porque se os pressupostos anteriores não se verificassem...certamente o crescimento teria sido mais comedido...como já acontece nos países cultural e socialmente mais "à frente"! 

A 14 de Fevereiro de 1766, nasce Thomas Malthus, pai da Demografia que escreveu em 1798:
“Ensaio sobre o princípio da população e sua influência sobre o melhoramento futuro da sociedade”.
Havia muito para descobrir por trás do título.
Este economista britânico desferia uma machadada na visão optimista do Mundo que dominava o pensamento da época. 0 raciocínio elementar de Malthus era: a população humana, movida pelo instinto básico da procriação, tem tendência para crescer geometricamente (2,4, 8,16...), enquanto os recursos agrícolas só o podem fazer, na melhor das hipóteses, de forma aritmética (l, 2,3,4,5,6...).
Ou seja, em vez de um futuro risonho, como anteviam autores em moda na viragem para o século XIX (William Godwin, o marquês de Condorcet ou até, numa perspectiva mais lata, Jean-Jacques Rousseau), a Humanidade caminhava para um futuro de fome e miséria. O número total de seres humanos seria sempre ditado pela quantidade de alimentos disponível.
Já no século XXI, este pessimismo civilizacional, digamos assim, parece fazer sentido. Sendo religioso, Malthus via neste desfecho inevitável um sinal divino para que as pessoas adoptassem uma vida regrada. 

in Público 

                                                   Hélio Matias

domingo, 30 de agosto de 2015

Construção da A8


A História não representa somente o passado longínquo, a História é tudo que passa por nós em qualquer instante.
A imagem mostra precisamente um dos momentos da construção dum viaduto da Auto-Estrada A8, nas proximidades do Valado.
Representa uma mudança de paisagem, principalmente desta, e que nos veio colocar a todos a "escassos" minutos de lugares só alcançados em cansativas viagens.
Não trouxe a A8 o grande "salto" que se esperava...trouxe sim mais comodidade e rapidez...enfim, não se pode ter tudo! 

Hélio Matias

sábado, 29 de agosto de 2015

Borboletas


Instantâneo extraordinário do Rui Marques.
Captado algures nos campos do Valado, foca o acasalamento entre 2 borboletas.
Recordação dum tempo de Primavera!
Rui Marques conseguiu um momento espectacular e...o "Cata-vento das Memórias" tem a sorte de o poder partilhar!

Hélio Matias

Desejável e...Possível!


 ...Não faço nenhum comentário!

https://www.facebook.com/eloidia.hermano

Hélio Matias

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Comprimidos do Amor




Já experimentou?!
Se fosse prática corrente...o Mundo seria melhor!

Hélio Matias

Nazaré...Banhistas...há 70 anos



É uma imagem da praia da Nazaré...com cerca de 70 anos.
Os enormes chapéus de palha que efectivamente resguardavam do Sol...uma camisa branca vestida com efeito também protector e...os artesanais carrinhos de madeira, onde cada um "transportava" a areia que iria utilizar nas suas brincadeiras...construções, são os "ingredientes" da 1ª imagem!
Adivinha-se uma praia serena sem os milhares de pessoas que hoje se acotovelam!
Na 2ª imagem ressaltam os estilos dos fatos de banho à época...miúdos e graúdos..."vestidos de alto a baixo"...a lei que o cabo de mar impunha e...o "pudor" dos anos 20/30...também.
Junto aos banhistas e às barracas...os familiares e amigos...vestidos e calçados...vigiavam!
...Melhor...pior...antes diferente!




Hélio Matias

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Língua Turca assobiada


                                                      Aldeia Turca de Kuskoy


A alguns quilómetros de distância e separados por um vale, dois habitantes de uma aldeia turca, Mayor e Küçük, fazem planos para o jantar… assobiando. “Küçük, vem jantar connosco esta noite no café”, convida Mayor. “Irei sim”, responde-lhe o amigo, como mostra num vídeo no site da revista New Scientist.
Para os habitantes de Kusköy – “aldeia dos pássaros”, na tradução portuguesa –, que é uma povoação isolada nas montanhas do Nordeste da Turquia, a linguagem assobiada é uma alternativa de comunicação a longa distância, sem fios e que não necessita de rede nem de bateria para funcionar. Mas esta estranha forma da língua pode também servir para nos dizer mais sobre o modo como percepcionamos a linguagem. Uma equipa de investigadores da Alemanha foi ouvi-la de perto, e estudar o seu efeito no cérebro humano.
A língua turca assobiada conserva toda a informação lexical e sintáctica da língua turca falada ou escrita. As vocalizações verbais são convertidas para sons com variáveis acústicas, da mesma forma que na língua escrita são convertidas para símbolos. É apenas uma versão diferente da mesma língua.
Inventada por pastores que a usavam para se comunicarem a longas distâncias, esta versão da língua tem ainda hoje cerca de 10.000 falantes na região de Kusköy, graças à actividade de pastoreio que ainda faz parte do quotidiano dos habitantes, relata o linguista Julien Meyer, do Laboratório sobre a Linguagem, o Cérebro e a Cognição (em França), no seu livro Whistled Languages – A Worldwide Inquiry about Human Whistled Speech, editado em 2015 (Springer). A aldeia localiza-se num isolado vale perto da cidade de Görele, na região montanhosa na costa do Mar Negro.

in Público-26.Agosto 2015

Hélio Matias

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Homenagem a Arlindo Varela...Valadense ilustre



A Direcção da Biblioteca Instrução e Recreio, seguindo o alvitre de Basílio Henriques Pedro, passou a forma de uma publicação editada em 1947, os discursos e demais intervenções a quando da Homenagem ao Prof. Arlindo Varela e que teve lugar no dia 28 de Julho de 1946.
Ao longo de 35 páginas são deixados os registos, as manifestações, a descrição da romaria que ao cemitério foi feita e bem assim dum sem número de atitudes que durante o evento foi testemunhado.
Houve dezenas de intervenções, descerramento de lápides, oferta da fotografia de Arlindo Varela, intervenção de familiares, enfim um repositório de grande riqueza pela figura do homenageado - sendo muito difícil de colocar tudo aqui neste blog.
Arlindo Varela, Valadense e filho de família humilde, notabilizou-se por ter exercido a profissão do Magistério Primário em Lisboa, onde foi contemporâneo e conviveu com os maiores vultos da cultura e educação Portuguesa do princípio do séc. XX.
Pedagogo por excelência, foi também o tradutor dum vulto italiano igualmente na área da Filosofia e Pedagogia, Paulo de Mantegaza.
O Valado, como em muitas outras vezes...soube reconhecer!

Hélio Matias

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Hipocrisia...sem limites!


Fez-se uma campanha para reduzir o número de fumadores...e bem!
Acabou-se com a publicidade ao tabaco...e bem!
Mas como é possível continuar a ser tão connivente com quem bebe?!
Não consigo perceber que se diga de boca cheia..."seja consciente...se beber...não conduza"!
A quem chega esta mensagem?...por ventura só aqueles que por educaçãoi ou princípio...já não bebem!
Gostaria que me respondessem a esta questão:
...Quem me prejudica mais...um fumador ao meu lado...ou um bebado ao volante dum carro que circula na mesma rua onde eu sigo pelo passeio?!

Hélio Matias

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Gosta de canja!?


Pois é, cerca de 1961 aparecia este e outro tipo de anúncios!
Pois é, começavam também a chegar-nos os enlatados...neste caso as galinhas enlatadas!
Se foi melhor ou pior para nós, é uma perspectiva que cada um terá de resolver!
Suspirar pela boa canja que a avó ou mãe faziam ou...optar por um simples pacote, onde quem diria lá dentro estaria um galináceo bem "desfeitinho"!
Garanto...as galinhas não ganharam com o "negócio"...de certeza.

Hélio Matias

Nazaré...força e partilha


Não sou capaz de colocar um texto nesta imagem!
Que texto?
Está tudo lá!
Há que olhar...pensar...reflectir!

Hélio Matias

sábado, 22 de agosto de 2015

Nazarenos

Trajo de festa, por Abílio Mattos Silva

O trajo da Nazaré tem a particularidade de apresentar diferentes "nuances"  adaptadas a situações diversas que se prendem com a época do ano...a vida familiar...a "dor"...o lazer e o trabalho.
As imagens de hoje são isso mesmo, uma "viagem" sobre os diferentes quotidianos que as gentes da Nazaré vivem...como o Abílio Mattos Silva os interpretou!
Trajo de luto, por Abílio Mattos Silva

Hélio Matias

domingo, 16 de agosto de 2015

Escreveram-nos da serra há 2500 anos, mas ainda não sabemos o que nos queriam dizer



















O jornal "O Público" assiduamente brinda-nos com pequenos artigos de carácter científico com teores culturais diversificados e inéditos.
Ainda bem que somos "bombardeados" com tais interesses.
O Cata-vento das Memórias por os achar interessantes/instrutivos/educativos, vai seleccionando alguns excertos, na perspectiva de assim despoletar a "avidez" e interesse dos seus leitores.
...Oxalá o consiga!

A Escrita do Sudoeste está ainda por decifrar. Reside aí parte do seu fascínio. Nova teoria liga-a aos celtas, mas a aposta mais forte continua a ser nos fenícios. Duas pequenas exposições e um documentário da BBC voltam a falar-nos dela.
Nada fazia prever que ali, naquela pequena aldeia do interior algarvio, um rapaz que fazia 30 km a pé para ir à escola de 15 em 15 dias se haveria de transformar num coleccionador de peças arqueológicas, cada vez mais informado. José Rosa Madeira era invulgar, pode dizer-se. Tão invulgar que desde cedo percebeu que aqueles artefactos estranhos que ia encontrando no Ameixial, freguesia do concelho de Loulé, teriam algum interesse. Entre eles estavam várias estelas de xisto com inscrições curiosas que pareciam letras. Ninguém sabia, no início do século XX, formar palavras com elas – ninguém sabe ainda hoje, aliás -, mas isso não impediu este homem que acabaria por se mudar para Faro para trabalhar como relojoeiro de se deixar inquietar por estes blocos de pedra e até de se corresponder com Leite de Vasconcelos, linguista e etnógrafo a quem a arqueologia portuguesa deve muito. Os textos que estas estelas guardam fazem parte daquilo a que os especialistas chamam Escrita do Sudoeste e continuam a intrigar.

in Público

Hélio Matias

sábado, 15 de agosto de 2015

Futura Nobel da Literatura recebeu um raspanete!


















Penso que todos nós teremos os nossos momentos, de glória e...de todos os outros aspectos da vida!
Teremos é muitas vezes de aguardar que realmente tudo nos entre pela porta...desde que o saibamos merecer!..
 
Não se arme em prima-dona até ser realmente uma prima-dona”. O conselho foi dado à romancista Doris Lessing (1919-2013) pela agente literária Margaret Macpherson, numa carta que hoje integra o recém-criado arquivo de escrita contemporânea (British Archive for Contemporary Writing) da universidade inglesa de East Anglia, à qual a autora de A Erva Canta (The Grass Is Singing, 1950), prémio Nobel da Literatura em 2007, legou uma parte substancial dos seus papéis pessoais. 
Como se imaginará, Lessing ainda não era Nobel da Literatura quando Macpherson lhe recomendou que não se pusesse em bicos de pés. Na verdade, só receberia o prémio 58 anos mais tarde, aos 87. E quando soube que o tinha ganho, por jornalistas de televisão que a apanharam a sair de um táxi à porta de casa, há que dizer em seu benefício que parecia já ter aprendido a lição: não se dando quaisquer ares de diva, limitou-se a pousar a saca de compras no chão e a suspirar “Oh Christ”.
Mas a carta de Macpherson é de 7 de Agosto de 1949, quando Lessing, recém-chegada a Inglaterra vinda da então Rodésia do Sul, onde vivera desde criança, era ainda, aos 30 anos, uma escritora inédita, descontados alguns contos publicados em revistas sul-africanas. E o assunto da carta é justamente o que viria a ser o romance de estreia da autora, The Grass Is Singing, que esta tentava então vender ao editor britânico Michael Joseph. A correspondência, até hoje desconhecida, com esta agente literária constitui apenas uma pequena parte do arquivo pessoal de Doris Lessing que a universidade de East Anglia (UEA) possui.

in Público

Hélio Matias