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Vento nunca levará a História e as memórias!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Predestinado e Realidade


No fundo...no fundo, a grande maioria de nós não tem certezas absolutas!
É um bom sinal, já que quem pensa que as tem...não tem de certeza!

Hélio Matias

Desastre à vista na ESTAÇÃO do Valado!?


Ante esta notícia rebuscada há uns dias no jornal O ALCOA, fiquei com a sensação de ter levado um "murro no estômago"!
ALGUÉM do VALADO, com um mínimo de sensatez está de acordo com a privatização de um bem que é NOSSO e que NINGUÉM sabe a que fim se destinará?!
O Sr. Manuel Yglesias DEU...DEU...terras da sua propriedade, Quinta do Campo, para que a Estação ficasse no Valado e não na Nazaré ou Alcobaça!!!!
Não sei qual a atitude que os responsáveis autárquicos têm sobre o assunto e acho que deveriam torná-la pública para que todos ficássemos "sossegados", já que quando estas "atitudes" surgem na comunicação pública, nada de bom vem atrás!
Daqui...deste blog...lanço um grito lancinante de inquietação sobre o que acontecerá à NOSSA ESTAÇÃO!
Desmantelada...subaproveitada...vilipendiada?!
O sino sempre tocou a rebate na nossa aldeia ante uma "desgraça" qualquer!
É tempo de estarmos atentos e fazer tocar o sino!
Vou publicar este post aqui mesmo neste blog durante 5 dias consecutivos!
Peço às pessoas que o lerem, para o partilharem nas redes sociais nas suas páginas durante 5 dias!
Vou enviar este post para a Câmara Municipal da Nazaré e Junta de Freguesia do Valado durante 5 dias!
Que a NOSSA ESTAÇÃO não se fique pelas Memórias!

A NOSSA ESTAÇÃO


Hélio Matias

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

GLOBALIZAÇÃO...aprenda AQUI!




Pergunta:
Qual é a mais correta definição de Globalização?

Resposta:
A Morte da Princesa Diana.

Pergunta:
Por quê?

Resposta:
Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos. E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia.

Isto é   *GLOBALIZAÇÃO!!!*

Hélio Matias

S"Surripiado" a Maria José Encarnação 

Carro de Mão


Eis uma alfaia ou meio de transporte útil, e que os Valadenses tinham ao seu dispor no quintal.
O carro de mão de que se conheceram diferentes modelos, mais pelos materiais de que era feito, estava sempre disponível quando no quintal era necessário movimentar pesos relativamente grandes, estrume do curral para o esterqueiro, etc.
Caído totalmente em desuso face às novas realidades do tipo de vida no Valado, surge hoje quase como uma peça de...museu!



in:  http://ferroada.blogspot.com/2009/02/o-carro-de-mao.html

Hélio Matias

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Milagre da Nossa Senhora da Nazaré


Representação antiga do Milagre de N. S.ª da Nazaré

D. Fuas, foi um colaborador de D. Afonso Henriques na fundação e consolidação da independência de Portugal, e um dos grandes vultos na arrancada contra os mouros.
Confiou-lhe D. Afonso a guarda da Praça de Porto de Mós, e de tal modo se interessou na sua defesa que o rei o acumulou de favores.
Infestavam os mouros as nossas costas, saqueando e matando os povos marítimos...D. Fuas perseguiu-os, derrotando-os junto ao Cabo Espichel.
Costumava D. Fuas quando não havia inimigos dedicar-se ao exercício da caça junto ao mar.
Em 14 Setembro 1182 saiu de Porto de Mós com alguns companheiros em direcção ao Sítio.
De repente passa veloz a curta distância do alcaide um belo veado de paus esguios...indo o nobre cavaleiro no seu encalço.
A breve trecho, quando julgava estar a atingir a presa, viu-se D. Fuas no extremo de uma rocha que fica a prumo...mais de 100 metros sobre o mar.
O cavalo estaca...firmado nas patas posteriores...com as mãos no ar....em atitude de formar o salto!
Num repente acode ao espírito de D. Fuas a imagem que se oculta entre os rochedos, e numa prece de fé invoca-a: "Senhora valei-me".
Suspenso ficou por momentos o cavalo, que dando uma volta permitiu ao cavaleiro apear-se na mesma rocha, e já rodeado pelos companheiros...todos de joelhos...oraram ...e o cavaleiro fez a promessa de erigir naquele lugar uma capela em honra da sua Protectora...que para perpetuar a lembrança deste milagre se chamará...Capela da Memória!
A imagem colorida que representa este acontecimento histórico é uma alegoria profusamente ilustrada para além daquilo que tradicionalmente nos é mostrado.
O que despertou a minha atenção, porque nunca visionei esta situação, é que a representação do Milagre que desde sempre é tirada da Nazaré para a pedra do Guilhim, e assim sendo as imagens surgem-nos sempre do lado direito...nesta estão do lado esquerdo.
Meus caros Leitores...já presenciaram tal!?
Claro que à direita ou à esquerda...a representação é fidedigna!
É uma narrativa sucinta dum facto que povoa o imaginário das pessoas!
É no entanto um "farol" que os Nazarenos "perseguem" nas aflições que a vida lhes coloca!
É uma referência religiosa...para milhares de pessoas.

Boga, Padre Mendes - D. Fuas Roupinho e o Santuário da Nazaré, 1967

Capela da Memória e Bico do Milagre

Imagem de Nossa Senhora da Nazareth

Representação do Milagre...ao contrário

Hélio Matias

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A Praça em 1950


Outra perspectiva da Praça 25 de Abril, tirada há pelo menos 50 anos.
Sobressai o candeeiro de iluminação eléctrica que existia no seu centro, o café Central e ao lado a bonita fonte entretanto demolida, conseguindo-se vislumbrar 2 pessoas certamente a encher as bilhas ou outro reservatório.
Chamar-se-ia por esta época praça Dr. Oliveira Salazar.
A fotografia foi tirada do seu topo Norte.
Algumas mudanças, mas ao fundo a torre da igreja a identificar-nos...com o Valado!

Hélio Matias

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Azulejos da Rotunda do Lavrador - 1




Há alguns dias O que Ficou do que Passou deu a conhecer com algum pormenor a estátua do Agricultor...homenagem justa ao verdadeiro Valadense...o homem que representa as "valências" mais representativas duma vida que ao campo foi dedicada.
Tem como moldura envolvente, género rodapé, 11 painéis de azulejos fabricados nas Caldas da Rainha, e que representam...cenas...vivências...pessoas, que ao Valado algo dizem ou disseram!
Nas imagens de hoje...um painel de abertura e um outro com a representação dos trabalhadores na lavagem das cenouras.
Não é uma repetição de imagens, antes um modo diferente de apresentar...mas é o Valado! 

Hélio Matias




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Vindima - Carro de vacas com tina de uvas


O Valado nunca foi um grande produtor de vinho, e isto devido certamente aos seus terrenos, às características climáticas...o regadio era na verdade a grande e quase única opção agrícola.
Não obstante...havia algumas vinhas e...obviamente era necessário a vindima - estamos na época dela!
A imagem de hoje (segundo um desenho de Joaquim dos Santos Ferreira) retrata com muito rigor um carro de vacas com uma tina de uvas de regresso a casa...para a adega onde se irá processar o trabalho para fazer o vinho.
Repare-se no homem que conduz as vacas, descalço como os outros...as calças arregaçadas até às canelas como os outros...com remendos por altura do joelho...de barrete e...vara sobre o ombro com a qual pica o dorso das vacas a fim de andarem mais depressa.
Atrás do carro o rancho que andou a vindimar (geralmente "recrutado" no âmbito familiar), dois homens com postura idêntica ao condutor do carro e uma mulher...que sobre o lenço da cabeça leva um pequeno cesto de arco onde transportou o almoço.
A tina vai cheia...num carro com rodas de raios em madeira, que foi substituído por outro modelo mais "ligeiro" cerca da década de 1950.
Há um certo "romantismo" que hoje não podemos vislumbrar...não vale a pena procurá-lo!

Hélio Matias





domingo, 25 de janeiro de 2015

Perda da Estação dos C T T

 

 

No dia 19 de Abril de 1964, foi inaugurada a nova Estação dos C T T.
O Valado desde décadas dispôs dos serviços de correio e telégrafo, embora como é compreensível, a sua sede tenha andado por diferentes casas, todas elas de arrendamento.
Neste dia, no entanto, foi solenemente inaugurada a sede definitiva...até há uns meses.
Quando agora se equaciona a possibilidade de encerrar ou limitar a sua função, ou mesmo funcionamento, é um pouco doloroso assistir que um simples golpe de mágica...destrua um projecto que foi conseguido após uma gestação de anos!
E assim aconteceu, há cerca de um ano fomos "brindados" com um posto de correios...instalado numa papelaria!
Foi pena que a Junta de Freguesia não tenha tido o "rasgo" para manter ...certamente com outras funcionalidades e amplitude o posto de correios, mas...NOSSO!

Hélio Matias

sábado, 24 de janeiro de 2015

Festas das Choiriças




Eis chegado o dia mais emblemático para a "minha aldeia", as Festas de S. Sebastião ou duma forma mais popular e reconhecida...as Festas das Choiriças, assim mesmo à Valadeiro.
De acordo com Actos apócrifos, atribuídos a Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que se teria alistado no exército romano por volta de 283 d.C. com a única intenção de animar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas. Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão e por isso, foi nomeado capitão da sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana. Por volta de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram símbolo constante na sua iconografia). Foi dado como morto e atirado para o rio - porém Sebastião não tinha falecido. Encontrado e socorrido por Irene (Santa Irene), quando já estava recuperado apresentou-se novamente diante de Diocleciano, que ordenou então que ele fosse espancado até a morte. O seu corpo foi atirado para o esgoto público de Roma. Luciana (Santa Luciana) resgatou o corpo, limpou-o e sepultou-o nas catacumbas.
S. Sebastião que morreu a 20 de Janeiro, é conhecido por intervir favoravelmente na presença de pestes e epidemias.
Porque será o orago do Valado?
A primitiva população Valadense que se fixou ao redor da Lagoa da Pederneira, encontrou aí uma zona de difícil fixação devido à relação que as condições palustres desenvolvem com surtos epidémicos.
Face a estes condicionalismos percebemos a protecção por S. Sebastião.
Se o dia 20 de Janeiro é a um Domingo, é nesse dia que se comemora o santo, caso contrário será no 1º Domingo depois do dia 20...razão para este ano ser...em 25 de Janeiro.
A Festa é amanhã, mas não posso deixar de colocar algumas fotos de anos anteriores...somente para despertar a curiosidade!
Amanhã veremos certamente a reinvenção das Festas das Choiriças de 2015!

Andor de S. Sebastião

Andor N. S.ª Fátima

Chouriças
Chouriças
Fogaça - Valadenses com trajo típico





Hélio Matias

sábado, 17 de janeiro de 2015

Cigana e Estudante

Hélio Matias e Maria Antonieta
Esta é bem uma imagem de outros tempos, 1957...onde me dou finalmente a conhecer na personagem do estudante a contracenar num dueto com a Maria Antonieta...a figurar de cigana!
Teatro no Clube com o Grupo de Amadores de Teatro do Valado, era sempre casa cheia com uma assistência interessadíssima.
O teatro foi uma das actividades mais entusiasmantes do Clube, os amadores durante o Inverno, passavam-no quase sempre em ensaios.
Era um escape ao trabalho árduo...era a possibilidade de uma fuga a um tempo de monotonia...ainda nem havia televisão...e quantos namoricos não passaram por ali.
É pena que o teatro tenha perdido alguma predominância...mas os interesses e a oferta são hoje diferentes!

Assistência a um espectáculo de teatro no Clube
Este é o programa de teatro no Clube mais antigo que possuo e que conheço...7 de Maio de 1942.
Estamos em plena 2ª Grande Guerra, também por isso, a vida não era de certeza fácil para alguns dos intervenientes.
Mas no entanto é extraordinário registar que estas pessoas ainda tinham ânimo para depois dum dia de trabalho disponibilizarem-se, e roubando horas ao seu descanso...ensaiarem noites a fio.


Hélio Matias



sábado, 10 de janeiro de 2015

Nazaré...Homens e Mar


Bilhete postal editado por Arte e Turismo

Estas são imagens dum esforço inaudito...na Nazaré piscatória!
É a tentativa hercúlea de colocar um barco na água!
É a necessidade de ir ao encontro do trabalho!
É a certeza de ir ao encontro de incertezas...do peixe e...quantas vezes...do regresso!


Bilhete postal editado por Cômer


Hélio Matias

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Crentes e não Crentes..."vivem" sob este "chapéu"!

in Público

Quer queiramos ou não...cada um de nós temos uma função!


Hélio Matias

Trabalhos no Arroz

Mais uma imagem da sequência do trabalho dos campos de arroz.
Lembrando um pouco as paisagens das regiões produtoras de arroz - China, India, Vietnam, etc - aqui vemos em fila indiana um grupo de mulheres a transportar à cabeça a palha de arroz para uma eira algures.
Foi como que "um momento mágico" este que se viveu no Valado, mas que acabou por soçobrar por não fazer parte intrínseca da cultura Valadense.
Pese no entanto esta interpretação...foi uma época também de grande interesse e enriquecimento! 
Aqui, já o arroz foi transportado para a eira, onde se vai proceder à sua debulha.
É também um momento de grande "agitação" e mobilidade, onde pessoas e máquinas interagem para se conseguir o arroz separado da palha, logo enfardada.
Mas também não podemos deixar escapar a planície, onde ainda é possível encontrar zonas mais alagadas pela água, e que foi o fundo da Grande Lagoa da Pederneira.
A época do arroz no Valado, foi um tipo de vivência novo face ao tradicionalismo do tipo de culturas que até aí se praticava, bem como ao grande "rancho de arrozeiros" vindos da zona de Soure, Guia, Louriçal,...
É caso para concluir...outros tempos...outras pessoas...outras culturas!



Hélio Matias

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Luta dos PROFESSORES...vem de longe!


Não é...nem vai ser "política" do O Que Ficou Do Que Passou, entrar nas polémicas de cariz político/social/laboral, mas ao follhear a minha colecção de nºs. 1 de jornais, deparei-me com este SP ESCOLA.
Publicado em Janeiro de 1976, e ante a actualidade das "lutas" que neste momento envolvem os PROFESSORES, não resisti a trazê-lo ao mundo Blogger!
Só por isso e quiçá...incentivar à reflexão!

Hélio Matias

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Quem é este jovem?


Por muitos anos uma "dor de cabeça"...para os seus vizinhos dos States!
...e uma fisionomia hoje, que em nada se parece com a imagem!
Fica...o desafio!


Hélio Matias

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Nazaré...Secar Peixe




A seca do peixe na Nazaré foi desde há muitas décadas uma actividade de grande interesse e impacto. Basta pensarmos quão difícil era a conservação do peixe...ou se comia fresco ou...para ter mais algum tempo tinha de se secar. 
Como e onde se seca o peixe? 
O "paneiro", é um tabuleiro rectangular com fundo de rede, delimitado por quatro ripas de madeira no centro e na horizontal, uma outra ripa de madeira reforça a estrutura e serve de apoio quando é transportado à cabeça pela mulher da Nazaré - é nele que se seca o peixe ao Sol depois de amanhado. 
Os vários "paneiros" colocados no areal da praia, lado a lado e ligeiramente inclinados, formam um conjunto localmente designado por “estindarte”. Outrora, a actividade de preparação do peixe decorria à beira-mar e utilizava-se a própria água do mar. Primeiro amanhava-se o peixe (retirava-se a tripa), numa gamela ou dorna com água do mar. Depois escalava-se o peixe (abria-se ao meio) com os dedos e procedia-se à sua lavagem em água do mar, numa outra gamela ou dorna. Era então o momento do peixe já preparado ficar na “moira” (salmoura) durante cerca de uma hora numa outra gamela ou dorna, onde à água do mar se acrescentava mais sal. De seguida era posto a secar no “estindarte”. 
Primitivamente o "estindarte" era constituído por camadas de junco sobre a areia. 
Recentemente a secagem foi delimitada a uma área regulamentada pela Câmara Municipal e pela Capitania do Porto da Nazaré! 
Também os meios se foram ajustando ao quotidiano actual, as gamelas e dornas deram lugar às vulgares bacias de plástico, a água do mar foi substituída pela água potável a que se necessário, é acrescentado sal para a “moira” (salmoura), onde o peixe permanece cerca de hora e meia (mais tempo do que a água do mar exigia). 
Em tempo de sol, o peixe fica a secar durante dois dias e sem sol, pode ficar durante cerca de uma semana. 
Peixe seco um bem...necessário às famílias!

Alguns termos usados reflectem o "dialecto" nazareno!

Mulher com "paneiro" à cabeça
Mulher a trabalhar no "estindarte"
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Hélio Matias