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Vento nunca levará a História e as memórias!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Moinho de Vento do Arcanjo




Este é um bilhete postal dum cliché de Alvaro Laborinho, chamando-lhe Moinho das Águas Bellas, Nazareth.
Circulou da Nazareth para Lisboa, em 4 de Setembro de 1922. 
Era frequente Alvaro Laborinho nos clichés feitos nas Águas Bellas indexá-los à Nazareth, mas... Águas Bellas é Valado dos Frades.
Pessoalmente, bem digo esta sua atitude, porque estamos no primeiro quartel do séc. XX, e se ele a não tem tido, teríamos menos vistas, paisagens e património do Valado.
Obrigado Alvaro Laborinho!
Este moinho que já não existe, era conhecido pelo Moinho do Arcanjo, e situava-se por detrás da casa de Amável dos Santos Pereira, no cimo da pequena elevação que aí encontramos.
Cumpria a sua missão de moinho, e é pena não conseguir identificar as duas crianças, que estão junto do burro...com sacos de milho ou já farinha, no seu dorso.
No Valado havia inúmeros moinhos de água, nos rios do Abegão e do Calixto...onde as lavadeiras iam lavar, mas moinho de vento...foi o único que se conheceu!
                                                      
 
O ti´Arcanjo à direita e um casal de vizinhos

Hélio Matias

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Nazaré das Ruas Estreitas


A Geometria urbanística da Nazaré, poderá surpreender-nos ante o traçado de ruas que sendo paralelas ou perpendiculares em relação à beira-mar, são na grande maioria estreitas ou mesmo muito estreitas.
As imagens colocadas mostram isso mesmo, onde por vezes poucas pessoas a passar ou conversar...quase "entopem" a rua.
Haverá certamente uma explicação para o facto, que estará "ligado ao início da instalação do povoado", mas a que não estará também alheado o espírito de entre-ajuda dos moradores - na  maioria pescadores.
Espírito da Companha?!
Um bom tema que gostaria...de ver explicado!




Hélio Matias

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Verdadeira Partilha


Não é o que se tem!
...É antes a capacidade de o partilhar!

http://abaciente.blogspot.pt/ 

Hélio Matias

Pá de Padejar, Ancinho e Rodo


Os trabalhos na eira (em Valado dos Frades) inserem-se num contexto que fundamentalmente se prende com o milho - as "arrecolhas".
Claro que tudo começa desde a sementeira, colheita e obtenção do milho pronto a guardar - um valor fundamental na economia familiar e por muitas décadas a cultura predominante do Valado.
E na eira a meticulosidade era importante para atingir o grão de seco e limpo.
A pá de padejar é toda feita em madeira, e serve para atirar os grãos de milho ao ar, num local da eira onde haja vento para assim limpar os grãos das respectivas moinhas.
O ancinho de madeira, serve para à saída do engenho separar por arrastamento os carolos, bem como mexer o milho quando ele está espalhado na eira já na fase da secagem.
O rodo todo em madeira, é usado para arrastar e juntar os grãos de milho em monte, durante e depois da secagem.
É um trabalho feito pela família, que tem de estar sempre atenta às contrariedades...da intempérie!

Hélio Matias

domingo, 27 de dezembro de 2015

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Imagens de uma só vida



Ao fazer hoje anos, 75 anos...a única forma de agradecer tantas mensagens amigas, é reproduzir algumas imagens de uma vida.
Bem hajam...tenham um BOM Natal!
E, como costumo dizer nestas circunstâncias...fazem o favor de ser FELIZES e...Adeus até ao meu regresso!

Hélio Matias

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Mulher de...cabeça baixa?!


Incrível...em 1960, as senhoras já se podiam colocar de...cabeça baixa!!!
Esta publicidade...faz-nos sorrir, mas assim mesmo atingia os seus objectivos!


Hélio Matias

Rombo no Rio da Areia


O "nosso" rio da Areia...bucólico...pachorrento e...romântico, por vezes vestia a pele de leão!
É um rio que faz parte do imaginário Valadense, por ser tanta a dependência que temos dele, era ele que fornecia a água para regar as hortícolas, era dele que se extraíam as areias para a construção civil, era nele que se lavavam as cenouras, é na margem dele que se situa a Fonte dos Namorados, era ele que apresentava um leito de areias brancas e cristalinas!...
Mas o "nosso" belo rio da Areia tem um traçado físico não muito comum...o seu leito está no nível de base, o que significa que todo ele corre acima das terras envolventes e as suas margens estão pois "empoleiradas" naquelas.
Resultado, quando vinham os Invernos de grandes chuvas, e por falta de apoios laterais as margens ou "motas" cediam e originavam cheias enormes submergindo os campos do Valado até à Ponte da Barca...onde começa o Oceano Atlântico.
Claro que era necessário do modo mais urgente possível recompor essas "motas", e como não havia tractores...camionetas...retro-escavadoras, tudo era feito com o esforço braçal de grupos de homens que munidos de enxadas...pás...carros de vacas carregados de areia...estacas cortadas no pinhal, tudo servia para compor o rombo.
Por vezes a situação era complicada, porque através desse rombo continuava a correr grande caudal de água e geralmente a chuva caía.
Era uma luta titânica...mas que por fim os homens ganhavam.
Esta imagem deste grupo, que acabou de remendar um rombo, remonta à década de 1950.
Hoje tudo seria mais rápido e fácil, mas com a desorganização e o abandono dos rios e campos...o melhor é não haver cheias!

Hélio Matias

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Valado Moribundo



O rio Alcoa, é a fronteira natural em determinada extensão/localização, a "extrema" que separa os concelhos da Nazaré/Alcobaça e concomitantemente as freguesias do Bárrio/Valado dos Frades.
Há...melhor havia, 2 placas toponímicas indicadoras onde começavam/terminavam as 2 freguesias!
A do Bárrio lá está altaneira em cima da ponte do rio Alcoa na sua margem esquerda, a do Valado dos Frades que estaria em situação simétrica mas na margem direita e na diagonal daquela, também lá está, melhor...ESTÁ DERRUBADA E DESTRUÍDA!
Certamente que ninguém terá culpa...alguma distracção...alguma manobra mal feita...sei lá eu (como diz uma das minhas netas)!
Mas o que não se percebe é que quem nos governa(???!!!), deixe que esta situação se mantenha há MESES!
Por favor...por favor(???!!!)...ALGUÉM com responsabilidade resolva esta situação!
...O Valado dos Frades conquistou um estatuto que ninguém tem o DIREITO de menosprezar ou olvidar.

Hélio Matias

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Fábrica Pereira & Lopes, Lda



Este anúncio foi publicado no Jornal Comércio de Alcobaça em 24 de Abril de 1951.
Num momento de crise para a indústria cerâmica no Valado, apraz-me registar este anúncio  simples, mas de algum modo "agressivo" pela chamada de atenção que encerra.
Estou a falar dum modo de publicidade feita há 60 anos, mas que não deixa de demonstrar uma responsabilidade de que para vender é preciso motivar.
Quando hoje se tem tanta capacidade e meios, não foi possível atingir os mesmos...fins!

Hélio Matias

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Salvar a Terra e ver a Península Ibérica...de noite!


E anda "esta gente" ainda a discutir como "salvar" a Terra!...
Como esta e outras milhares de imagens...há discussão que se ponha?!
...Que os "coveiros" tenham um momento de sensatez!

in National Geographic

Hélio Matias

domingo, 13 de dezembro de 2015

sábado, 12 de dezembro de 2015

Estação do Caminho de Ferro


A Estação do Caminho de Ferro, integrada na Linha do Oeste, possuía um estatuto muito especial - era uma das mais movimentadas em pessoas (a importância de Alcobaça e Nazaré explicam a grande afluência  para além do facto de haver ligações rodoviárias para quase todos os comboios) e trânsito de mercadorias (por aqui se escoava a maioria dos produtos agrícolas do Valado, bem assim como grande volume das produções industriais de Alcobaça, Benedita, etc., para além de todo o correio de Alcobaça-Nazaré-Valado, que era transportado no comboio correio).
Tinha a Estação um dos jardins melhor organizados e tratados, sendo uma campeã nos concursos das Estações Floridas...
A frente voltada ao cais de embarque, mostra-nos um rico painel de azulejos, fabricados na Fábrica Aleluia em Aveiro no ano de 1929, assinados AOliveira.
Neles estão representados vistas do Santuário de N. S. da Nazaré, o Mosteiro de Alcobaça e claustros e uma panorâmica da Nazaré.
Só um lamento...o estado de abandono e não tarda de degradação em que tudo se encontra!.... 

Hélio Matias

domingo, 6 de dezembro de 2015

Cadeado...ainda usa?


Cadeado que descobri "aqui na minha aldeia de Valado dos Frades"!
São hoje "máquinas" obsoletas, que poucos utilizarão, mas...tempo houve que representavam uma segurança quase única.
Tempos em que a porta da rua ficava na "aldraba"...sem que a segurança e intimidade de cada um ficasse em perigo.
Era possível que em contraponto, o cadeado fechasse em segurança "valores" que à sobrevivência da família dissesse respeito no imediato, como...na arca do milho, etc.
Outros tempos...ou outras mentalidades?!

Hélio Matias

sábado, 5 de dezembro de 2015

Valado é uma terra toda..."juntinha"!


Não é que se considere uma povoação pequena, simplesmente a sua "morfologia" apresenta-nos este aspecto em que as pessoas parecem ser todas "vizinhas"!
Para quem conhece esta aldeia, de certo constatará que muito pouco ficou fora do enquadramento fotográfico. 
Praticamente plana...em zona onde predomina o minifúndio e há abundância de água, não seguiu o exemplo típico do Norte, onde o povoamento disperso é característico.
Pelo contrário...mais para o Alentejo!

Hélio Matias   

domingo, 22 de novembro de 2015

Café Helcar

Café Helcar 1959
A vida comercial no Valado teve sempre uma dinâmica não muito expansionista, no sentido de ter muito comércio, mas antes apresentar-se como possuir o que era de facto considerado quase estritamente necessário.
Era assim nos diferentes ramos - uma farmácia...dois talhos...duas pensões com um dúzia de quartos cada...talvez umas dez mercearias e outras tantas tabernas...duas lojas de roupa e...três cafés.
Se quase tudo estava "diluído" pelo tecido urbano da aldeia, no entanto alguns dos estabelecimentos estavam naquilo que poderíamos chamar a área nobre, e era assim com os cafés, todos na hoje Praça 25 de Abril.
A imagem hoje colocada refere-se ao Café Helcar, bem situado na esquina da Rua Prof Arlindo Varela e a Rua Padre Proença de Oliveira mas bem de frente para a referida Praça.
Foi inaugurado em 1959, mantendo-se até hoje com a mesma tipologia e arquitectura, e desde sempre com o mesmo ambiente interno, o que lhe conferia um estatuto muito acima da média dos seus congéneres mesmo em localidades de nível superior.
Para além do referido, o Café Helcar foi também pioneiro no Valado ao apresentar...um reclame publicitário luminoso e colorido...durante algum tempo um "objecto" de êxtase!
É mais uma peça para compor...o "puzle" Valado!

Café Helcar 2014

Hélio Matias

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Fauna do Valado



 





















O mundo do Rui Marques não se confina ao trabalho.
E ainda bem!
Ele encontra o gosto e a disponibilidade para nos presentear com estas lindíssimas imagens, que têm merecido rasgados elogios de quem o visita e que encontramos.
Para mim, além de me deliciar com a beleza e a paciência necessária  à sua  captura, compraz-me imenso saber que afinal ainda é possível encontrar destas "delícias" algures aqui nos nossos campos - pese embora as rãs já quase não coaxarem nos nossos rios, as enguias e os peixes vermelhos praticamente terem desaparecido.
A 1ª imagem é o momento em que uma lagarta se desloca numa pétala de papoila!
A 2ª uma excepcional e bela borboleta, num contraste perfeito!
Obrigado Rui...a vida também é isto!

Hélio Matias

Freguesia de Valado dos Frades...onde começa e acaba?!


Desde sempre me lembro da polémica sobre os limites da Freguesia de Valado dos Frades, havendo quem entendesse que seria mais por aqui ou por ali.
Tempos houve em que o limite passaria a seguir ao Monte de S. Bartolomeu...seria?
Desde sempre o Nasce Água era reivindicado como pertença do Valado...seria?
A Lagoa Grande estando onde está é do Valado...seria?
Consensual, era o Rio Alcoa , o Rio de S. Vicente e do Meio...estas eram fronteiras definitivas e definidas!
Consegui definir os limites num mapa retirado do Google Earth, onde um organismo oficial tem as fronteiras da freguesia definidas, e depois...foi só um trabalho de paciência e introduzir alguns pontos de referência: Nasce Água-Rio Alcoa-SPAL-lagoa Seca-lagoa Grande.
O traçado dos limites foi feito a cor azul para melhor realçar.
Se desejar observar mais e melhores pormenores, clique em cima da foto e...eis a Freguesia de Valado dos Frades!

Hélio Matias

domingo, 15 de novembro de 2015

Vacas a Puxar Barco, na Nazaré


É um painel de azulejos que ornamenta a entrada duma casa do Valado.
Na vizinha Nazaré, havia um momento em que o pescador e o agricultor uniam esforços para conseguir o mesmo objectivo…puxar um barco a sair do mar ou até em determinadas situações para o aproximar da beira-mar e assim facilitar a sua entrada.
E aqui a junta de vacas tinha um papel fundamental, pois era através da sua força que tal era conseguido, e o interessante é que nunca reparei qualquer negativa das vacas que com docilidade se dispunham a este trabalho.
O painel de azulejos não é uma representação estética muito perfeita, mas deixa perceber do espírito de cooperação que se vivia!
Os donos das vacas eram geralmente da Pederneira, próxima da Nazaré!
Por necessidade, os conflitos entre actividades tão díspares…desapareciam!

Hélio Matias

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O Rato-das-Neves


A Natureza ainda nos reserva muitas surpresas, e só a "teimosia" e perspicácia dos investigadores e cientistas nos vão permitindo progredir para descobrir novas espécies e poder completar o "puzzle" que essa mesma Natureza nos coloca.
Eis mais um simpático que a maioria de nós...desconhecia!


É um pequeno mamífero que existe em zonas montanhosas desde o Turquemenistão até à Península Ibérica. Conhecia-se a sua existência em Espanha e só agora foi encontrado em Portugal.
O rato-das-neves, ou Chionomys nivalis, é uma nova espécie para Portugal.Uma equipa de cientistas portugueses capturou-o na Serra de Montesinho e revelou que a população portuguesa de ratos-das-neves tem características genéticas que a distingue das restantes populações da Península Ibérica.
Em Lama Grande, uma das zonas mais altas da Serra de Montesinho, Gonçalo Rosa deixou as suas máquinas fotográficas preparadas com um dispositivo que dispara assim que detecta movimento e diferenças de temperatura
Na verificação das fotografias tiradas durante uma noite aparecia um rato com uns grandes bigodes brancos, uma grande cauda (que chega aos sete centímetros) e que não se parecia com nenhuma espécie que ele conhecia. Era pardo, com tons entre cinzento e branco, e o corpo, excluindo a cauda, teria entre dez e 12 centímetros.
Vive apenas em zonas de rocha e mato e com coberto herbáceo.
Também poderá existir na Serra da Estrela. “Esta serra tem um habitat muito semelhante ao de Montesinho e também tem neve no Inverno”, conta Hélia Gonçalves. “Não é uma praga. E é bastante sensível a alterações do habitat. Além disso, como todos os roedores, tem um papel importante na disseminação de sementes”, refere ainda Hélia Gonçalves, citada num comunicado de imprensa da UTAD.

 in Público

Hélio Matias   

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Lavadeiras no Rio do Calixto


Interessante postal circulado no dia 22 de Agosto de 1973, de Quintela de Lampaças para Rouen (França).
Estamos no rio do Calixto, que é nem mais do que a continuação do rio do Abegão, mas as pessoas do Valado baptizam-no assim quando passa sob a ponte que no postal se vê - liga o Valado à Nazaré - porque mais abaixo se encontra um conjunto de construções onde habitou a família Calixto e foi o "berço" do Valado.
O tema das lavadeiras tem no Valado uma certa "extensão", porque era necessário lavar a roupa...mas também havia "grande oferta" de rios limpos e aprazíveis!


Hélio Matias

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Doçuras em...Alcobaça


Sempre por esta época do ano, aí temos o desafio à nossa gulodice: A Mostra dos Doces Conventuais.
Outra vez e penso que bem, a Câmara Municipal não deixa cair no esquecimento um modo assaz aglutinador de cada vez maior número de forasteiros, de modo a que o espaço por excelência do Mosteiro se revivifique e deixe por "momentos" os seus silêncios.
Outra vez um desfile de "doçuras" que só podem fazer alguns pecados em quem por motivos de saúde não possa nelas "embrenhar-se"!
Mas um dia não são dias, e no dia seguinte...trataremos dos valores do açúcar!



A realização da Mostra volta ao espaço nobre do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, obra-prima da arte gótica cisterciense e que desde 1989 integra a Lista do Património da UNESCO. Alcobaça, a cidade pioneira na promoção da Doçaria Conventual, vai acolher a décima sexta edição da Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais.
Os Monges de Cister, que foram os senhores do Couto de Alcobaça durante cerca de oito séculos (1153-1833), deixaram uma forte marca cultural e Patrimonial na cidade. Aliás não nos podemos esquecer que o Mosteiro de Alcobaça foi um dos mais ricos e faustosos de Portugal.
O legado da Doçaria Conventual, um segredo muito bem guardado durante séculos, é um ponto forte do turismo gastronómico português, e uma marca que Alcobaça soube bem aproveitar, promovendo no Mosteiro de Alcobaça, sempre no terceiro fim de semana de Novembro, desde há dezasseis anos, a Mostra Internacional, que a cidade acolhe todos os anos, dando a oportunidade aos milhares de visitantes que afluem à cidade de viverem a experiência única de apreciarem o esplendor e a riqueza gastronómica da Doçaria Conventual local, nacional e internacional.
Hoje, Alcobaça é conhecida pela Cidade pelos seus Doces Conventuais, uma marca que nos orgulha e que nos distingue. São famosas as nossas Cornucópias, o Pão-de-ló de Alfeizerão, as Trouxas de Ovos, a Ginja de Alcobaça, entre muitas outras iguarias.
A Mostra é de facto o ponto alto cultural alcobacense. Cerca de 40 expositores, durante 4 dias, conseguem transformar Alcobaça na Cidade da Doçaria Conventual.

http://www.cm-alcobaca.pt


Hélio Matias

domingo, 8 de novembro de 2015

Grande Cheia...no Valado


Notícia publicada sob o título Valado à Vista, no Jornal Ecos do Alcoa no dia 20.12.1942.
Este devastador acontecimento foi frequente no Valado durante décadas, dando origem a uma paisagem que nos fazia reviver uma outra de centenas de anos...de facto, ao descermos a ladeira da Quinta não conseguíamos atravessar para o Bárrio, e esporadicamente também junto à rotunda da A8 não conseguíamos passar para Alcobaça...a situação não era pois muito diferente da antiga lagoa da Pederneira.
Era frequente os pescadores da Nazaré virem até ao Valado pescar, deslocando até aqui barcos que vinham a navegar pelas abertas (regatos)!
E na enxurrada que passava ao fundo da ladeira da Quinta, passavam por vezes galinhas empoleiradas em madeiros deslizando cheia abaixo em direcção à ponte da Barca.
Claro que hoje as coisas não se têm repetido, fundamentalmente porque os Invernos são bastantes diferentes, mais secos, mas aí...se não desejamos as cheias...também não desejamos que o clima continue a sofrer pela nossa incúria! 


in http://albertolatoeiro.blogspot.pt 

Hélio Matias

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

1ª Confraternização de Combatentes da Guerra Colonial

 

25 de Outubro de 1970 - Largo Dr. Manuel Colares Pereira.
A Guerra nas antigas colónias estava no auge, tinha começado há cerca de 10 anos!
É curioso, para se perceber a dimensão do conflito, que sendo o Valado uma aldeia, tenha "contribuído" com número tão elevado de militares -  terão faltado alguns, que continuavam na guerra...para além daqueles que infelizmente nela terão falecido.
Mas nesta data resolveu-se promover um encontro, consubstanciado numa missa e visita ao cemitério como homenagem aos que tinham perecido.
Seguiu-se depois uma pequena festa com almoço no Clube. 
Foi um momento de solidariedade, contar peripécias e riscos corridos, no fim o estreitar de laços de amizade que a Guerra apertou...porque ela continuava!
Os "jovens" aqui representados, são hoje...respeitáveis septuagenários!
Foi lhes "pedido" tudo, leia-se a VIDA...nada exigiram...mas nenhum reconhecimento lhes foi prestado!

Hélio Matias


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Elevador da Nazaré


Quantas as perspectivas deste bem essencial para a Nazaré...Sítio e...Turistas?
A miríade de imagens e ângulos sob que foram tomadas, quase apetece dizer que " a cada um o seu elevador"!
Com muitas décadas de permanência efectiva, o elevador tem um valor inestimável que as "gentes do Sítio" certamente agradeceram e reconheceram, a quando da sua inauguração.
Hoje modernizado e certamente mais seguro, é um valor "acrescentado" em termos de turismo.
O túnel permite-nos uma visão diferente das tantas "visões" que a Nazaré nos sugere!



Hélio Matias

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Hospital do Sítio da Nazaré


Mais um Cortejo de Oferendas para o Hospital do Sítio.
Mais uma vez o Valado esteve presente e respondeu duma forma surpreendente.
O Valado sempre foi uma terra solidária e que nunca se alheou!
Neste agradecimento elaborado pela Mesa Administrativa da Confraria em 12 de Dezembro de 1952, constatamos a diversidade e por vezes o sacrifício que alguém faz ao ofertar por exemplo - um casal de pombos, uma cobaia, um galo có-có, etc.
A contabilidade final apresenta 27.000$00, que traduzida para valores de hoje significa 135 €.
Far-nos-á aflorar um sorriso de desdém ou incompreensão...mas um homem que andasse a trabalhar no campo todo o dia, ganharia 10 cêntimos (ou menos)!

Hélio Matias

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A Menina Dança?!...


...Longe vão os tempos dos verdadeiros bailaricos!
Houvesse por perto um acordeonista...uma filarmónica ou...um tocador de gaita de beiços, e eis que os expectantes se envolviam em animado "pé de dança", e não era preciso um fausto salão, bastava uma simples eira ou, como na imagem, qualquer encruzilhada de caminhos!
Hoje os interesses são variegados e talvez mais apelativos, mas também é verdade que "a necessidade faz o engenho", e para quem não dispunha de outra alternativa em nenhum outro aspecto, ficava-lhe a oportunidade dum tempo diferente!
Este tipo de baile que não tinha grandes condicionantes ou exigências relativamenye ao "toque" (conjunto musical como ora se chama), não deixava de ser condicionado pela presença tutelar da mãe das raparigas que se manifestavam quase imperceptívelmente (trejeito...esgar...aceno) pelo rapaz que se predespunha a dar "um pé de dança" com a escolhida.
Outros tempos...outras mentalidades!
...A menina dança?!




Hélio Matias


domingo, 25 de outubro de 2015

Estação Caminho Ferro Valado


É uma imagem de 1960.
É a nossa Estação em todo o seu esplendor...só não tem um comboio a vapor.
O Jardim lá está, com 5 placas a identificarem outros tantos prémios e distinções...o 1º andar por cima da gare está habitado por algum "factor" (repare-se na janela aberta)...enquanto uma super-rápida automotora, para aquele tempo, está a entrar na gare.
...E há gente a movimentar-se!
Tanto de tudo isto poderia ter-se mantido e melhorado!

Hélio Matias

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Caricas...de outro tempo


Aqui ainda não havia o monopólio da Coca-Cola...e outros!
Era o tempo do chá...café ou...laranjada!
Qual prefere?
De qual se lembra?







Hélio Matias