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Vento nunca levará a História e as memórias!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Fátima...Peregrinação da Imagem!


A imagem de N. Sra. de Fátima, andou em peregrinação por Portugal.
Nesse périplo ao longo do país cada lugar por mais humilde ou afastado dos grandes centros urbanos por onde a imagem passasse, era objecto de todo um movimento dos cidadãos na perspectiva de..."saber receber da melhor maneira possível".
Não nos podemos esquecer que estamos em 1956...Portugal é um país essencialmente rural...e havia uma miscigenação entre o Estado e a Igreja...o país era fundamentalmente católico.
O Valado obviamente...não fugiu à regra.
E é assim que em 17 de Junho de 1956, tivemos a visita da imagem.
As casas engalanaram-se...o povo vestiu as suas melhores roupas...o trabalho foi dispensado...as escolas fecharam e...com toda a solenidade a imagem percorreu o circuito definido.
Na imagem...transportada pelos Senhores da Quinta do Campo...o cortejo dá a volta à Praça...o local mais "nobre" e central da aldeia.
Também é destes acontecimentos que se fazem as "estórias" e...por isso aqui são postas!

Hélio Matias

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Louva-a-deus




Não se trata duma espécie indígena do Valado, mas penso que com alguma frequência a conseguimos encontrar algures...o louva-a-Deus.
Animal com um porte perfeitamente estilizado, num mundo que actualmente procura a perfeição num movimento que poderemos considerar abrangente em diferentes latitudes...o louva-a-deus foi captado nesta pose de sobriedade e elegância pela objectiva do Rui Marques.
Carnívoro (quem havia de dizer), marchador e cujas patas anteriores se levantam e dobram, lembrando a posição de orar.
Há um perigo eminente de extinção de algumas espécies, esperemos que o louva-a-deus...passe incólume!


O louva-a-deus ou cavalinho-de-deus é um inseto da ordem Mantodea. Há cerca de 2400 espécies de louva-a-deus, a maioria das quais em ambiente tropical e subtropical. Seu nome popular decorre do fato de que, quando está pousado, o inseto lembra uma pessoa orando. Os louva-a-deus são insetos relativamente grandes, de cabeça triangular, tórax estreito com pronoto e abdómen bem desenvolvido. São predadores agressivos que caçam principalmente moscas e afídios. A caça é feita em geral de emboscada, facilitada pelas capacidades de camuflagem do louva-a-deus. Como não possuem veneno, os louva-a-deus contam com as suas pernas anteriores que são raptatórias, ou seja, modificadas como garras, para segurar a presa enquanto é consumida. A sua voracidade leva a que sejam considerados muito bem vindos pelos amantes da jardinagem e agricultura biológica, uma vez que, na ausência de pesticidas, são um fator importante no controlo de pragas de jardim. Na América do Norte ocorrem apenas três espécies de louva-a-deus, duas das quais introduzidas no início do século XX para este mesmo efeito.
O voo do louva-a-deus é algo impressionante. Remete ao voo de um caça de combate. Ele também tem a capacidade de desviar de ataques de morcegos em pleno voo executando mergulhos.
O louva-a-deus é um animal muito venerado na China, tendo inclusive estilos de Kung Fu baseados em seus movimentos.

Hélio Matias

Salão Familiar Valadense


Esta notícia publicada pelo Comércio de Alcobaça no dia 5 de Novembro de 1936, traduz o grande ecletismo do Valado na perspectiva do associativismo e da cultura.
De facto por esta altura e nesta aldeia rural havia - o Clube, a Biblioteca, a Filarmónica, o rancho Folclórico, uma equipa de Futebol, a Troupe Jazz "Os Papillons" e este Salão Familiar.
O Salão situava-se na rua Padre Garcia, onde hoje já só encontramos habitações.
Era uma sala relativamente espaçosa para a época, onde predominantemente se efectuavam bailes.
Valado terra de trabalho...mas não esquecendo o seu empenho cultural!

Hélio Matias

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Carro das Vacas


Esta é uma imagem com cerca de 70 anos.
Um carro de vacas primitivo (nota-se as rodas de raios em madeira) com uma carrada de pasto, em cima provavelmente o filho do agricultor, este apresentando-se como o homem típico do Valado nesse tempo...descalço...as calças arregaçadas (uma perna mais acima que a outra)...rotas no joelho...o boné e...a vara com que toca as vacas, ao ombro.
Está aqui tudo o que o Valado era há muitas décadas, uma vida de analfabetismo e trabalho rural de Sol a Sol.
Valado desaparecido na etiqueta deste post, mas...a "saudade" ficará no bilhete postal!

Hélio Matias

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A Praça


Já coloquei no Valado dos Frades, imagens/fotografias da Praça, referenciadas há 70 ou 80 anos.
A imagem de hoje talvez seja mais antiga do que qualquer uma delas, mas tem no entanto uma virtude e uma verdade!
É um desenho de Joaquim Ferreira Santos, e que viveu numa época em que a Praça se apresentava com esta traça singela – a virtude e a verdade para o autor!
Nada dos artefactos com que agora a “brindaram”, mas com a genuinidade duma aldeia, de quem se orgulhava ser o centro de toda a vida social, laboral e comercial!
Todos aspiramos por uma maior riqueza e desenvolvimento, mas por vezes sentimos alguma nostalgia, não retrógrada…deste Valado!

Hélio Matias

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Porto que é rainha!

Sem dúvida um dos "nectares" que no presente post não é um rei...mas uma Rainha e Santa!
Beba com...gosto!

in Restos de Colecção


Hélio Matias

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Duvida?!



Tem dúvidas?!

in Público


Hélio Matias

Desgraça Valadense...a Toponímia!



A Toponímia Valadense, sempre andou pelas ruas da amargura, numa busca de previlegiar Valadenses, tão pouco se cuidou se eram ou não merecedores de tal "honraria" pública!
Basta acrescentar que se não ando distraído o único escritor português referenciado é Camões...deve ser caso inédito no nosso país.
...Claro que assim sendo ...saíu asneira!
Por outro lado, a única indústria que merece referência na vida do Valado, é a cerâmica...houve grandes, médias e pequenas empresas representadas.
Parece pois que seria da mais elementar visão, as placas toponímicas serem um aproveitamento desta indústria e com um formato o mais idêntico possível!
Tal não aconteceu e temos os mais diversos tipos.
Asneira outra vez!
É capaz de ser tarde "para emendar a mão"...até porque as referidas fábricas já fecharam na sua quase totalidade...assim vai o país...como assim vai a toponímia Valadense.
...Lamentàvelmente!!!!

Hélio Matias

sábado, 4 de outubro de 2014

Fonte do Joaquim Bentinho



A fonte do Joaquim Bentinho, não lhe conheço outra denominação, encontra-se em frente às Escola Novas, em plena rua Prof. Arlindo Varela.
Não será, como outras no Valado existentes, uma fonte com uma arquitectura interessante e apelativa.
Servia evidentemente uma população circundante, não muito numerosa, mas um pouco isolada em relação às fontes mais centrais.
O problema da distribuição geográfica das fontes, foi uma preocupação da autarquia e bem, pois durante anos, sem distribuição domiciliária de água, havia uma necessidade de economizar o esforço das famílias...principalmente das mulheres que transportavam as bilhas à cabeça!

Hélio Matias