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Vento nunca levará a História e as memórias!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Os Animais


Este é o meu primeiro livro, editado em Março de 2006, quando decidi tentar criar um conjunto de pequenas publicações que transferissem para o papel algumas das histórias e imagens que no fundo consubstanciassem a nossa vivência no Valado.
Como o próprio título deixa antever, chamei-lhe precisamente Memórias.
Este livro que teve já uma 4ª edição, fala fundamentalmente da relação que sempre houve entre os Valadenses e as vacas, os burros e os porcos.
Animais proverbiais na cedência de carne, trabalho, força, etc.
Uma tentativa conseguida...de não deixar apagar algumas das nossas histórias!

Hélio Matias

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Farmácia Coelho


Hoje o post mostra um anúncio publicado em 20.4.1951 no jornal Comarca de Alcobaça.
Para além da preocupação de verificarmos que o comércio do Valado se mostrava já "agressivo"...como hoje soe dizer-se, duas pequenas curiosidades ressaltam:
1ª Já se faziam colheitas de sangue para análises no Valado...interessantíssimo este pormenor, que só há relativamente pouco tempo se "vulgarizou"!
2ª O nº do telefone ser o 13, que nenhum mau presságio trouxe para ...quem precisou dos serviços da farmácia!

Hélio Matias

domingo, 28 de dezembro de 2014

Arlindo Rodrigues Varela - Pensamentos


A Empresa Literária Fluminense, Lda dava à estampa mais um livro traduzido por Arlindo Varela, de Paulo Mantegazza, em Maio de 1916.
Há nele uma dedicatória de Arlindo Varela a Maria Mantegazza, mulher de Paulo Mantegazza, que depois dedica também algumas palavras de agradecimento àquele.
Este livro apresenta um 1ª parte escrita por Pussy Mantegazza, escrevendo precisamente sobre a vida e vivência do pai.
Finalmente uma "colectânea" de pensamentos verdadeiramente interessantes, e de que reproduzo somente alguns (são centenas):
- "o exagero é irmão da mentira"
- "em arte não é tolerável a mediocridade"
- "nós somos sempre piores ou melhores que o retrato que fazemos de nós mesmo"
- "o dinheiro é um amante sem sexo, mas de que se enamoram todos - homens e mulheres"
Enfim, imensos que nos fazem meditar e aprender, aquilo que todos...precisamos!

Hélio Matias

sábado, 27 de dezembro de 2014

Cemitério Velho...Cemitério Novo

                   DO CEMITÉRIO VELHO AO CEMITÉRIO NOVO
1910.11.21
Sessão da Comissão Parochial Administrativa onde um vogal, José Victor dos Santos declarou que o actual cemitério está muito próximo da freguesia o que dá lugar à reclamação dos habitantes próximos, e que se devia pedir autorização para construir um novo cemitério. Assina: João de Sousa Junior

1910.12.05
A Comissão de Saúde do Concelho da Pederneira, informou que por o cemitério estar muito próximo da freguesia e um perigo para a saúde pública, é urgente pensar num novo cemitério. Assina João de Sousa Junior.

1911.02.06
O Administrador do Concelho da Pederneira comunicou à Comissão de Saúde a necessidade de abrir várias fossas em diferentes direcções com um metro de profundidade afim de saber da natureza do sub-solo para se construir aí o novo cemitério. Assim se procederá na próxima terça feira. Assina João de Sousa Junior.

1913.12.15
O Presidente da Junta falou da necessidade de construir de imediato um novo cemitério, por a população estar a aumentar consideravelmente. Assina José Victor dos Santos.

1914.04.26
Proposta do Presidente da Junta, aprovada por unanimidade, que se aplique o saldo de mais de quinhentos escudos na construção do novo cemitério. Assina José Bento Varela.

1914.05.24
Ofício do Administrador do Concelho da Nazaré informando que a vistoria ao terreno para o novo cemitério deverá ter lugar no dia 27 do corrente pelas treze horas, sendo de toda a conveniência que se mandasse proceder à abertura de três covas com dois metros de profundidade no terreno destinado ao novo cemitério; foram mandadas abrir ao coveiro cidadão Eduardo Batista. Assina José Bento Varela.

1914.05.29
Carta do Presidente da Junta a convocar todos vogais da mesma para se deliberar sobre a expropriação do terreno onde se há-de construir o novo cemitério. Assina José Bento Varela.

1914.06.02
Presente à sessão o auto de vistoria dos terrenos necessários à construção do novo cemitério, que conclui ser suficiente e conveniente, tendo a Junta deliberado a conveniência de expropriação por utilidade pública, sendo contratado o cidadão Joaquim Carvalho para elaborar os projectos e orçamentos, e mandando publicar editais a convidar os cidadãos eleitores a reunir na sala de sessões, afim de se manifestarem sobre o referendum necessário para a citada expropriação. Assina José Bento Varela.

1915.01.24
Ofício da Administração do Concelho a informar que o Governador Civil deliberou reconhecer a conveniência da expropriação por utilidade pública dos terrenos necessários à construção do novo cemitério. Assina: José Bento Varela

1915.01.25
A Junta deliberou oficiar os proprietários dos terrenos para expropriação afim de se construir um novo cemitério. Assina: José bento Varela.

1915.01.29
Terrenos a expropriar para o cemitério: a Joaquim Marques Fernandes, uma parcela com dois mil quatrocentos trinta e dois metros quadrados e cincoenta centímetros quadrados no valor de cento e vinte e um escudos e sessenta e dois centavos, e a Manuel Brazileiro uma parcela de terreno com trezentos sessenta e sete metros quadrados e cincoenta centímetros quadrados, no valor de dezoito escudos e trnta e sete centavos. Assina: José Bento Varela.

1915.03.14
Sessão da Junta onde se tratou do facto de não se ter chegado a acordo com os proprietários dos terrenos por quererem um preço muito mais alto do que foi apresentado pelos avaliadores e com o qual a Junta concordou. A Junta resolveu não alterar os preços pois entende que não vale mais e que se deve proceder à expropriação judicial. Assina: José Bento Varela.

1915.03.28
Sessão da Junta para informar que se tinha informado a Administração do Concelho da não concordância dos proprietários dos terrenos sobre os valores, tendo ficado encarregado o cidadão Joaquim Carvalho Izac de elaborar nova planta do terreno para assim poder seguir a expropriação judicial do terreno. Assina: José Bento Varela.

1915.07.25
O vice presidente da Junta informou que já enviou ao Governador Civil os documentos referentes à construção do novo cemitério pariquial. Assina: Joaquim do Couto Ferreira.

1916.11.30
Carta da Junta de Freguesia para o Administrador do Concelho da Pederneira, comunicando que tendo sido deliberado ampliar o cemitério, que nas condições em que se encontra é insuficiente para o grande número de enterramentos. O actual cemitério tem a superfície de mil e cinco metros quadrados cinco mil setecentos e vinte e nove centímetros quadrados. Assina: João de Sousa Junior.

1917.09.30
Sessão extraordinária da Junta para autorizar fazer o lançamento da percentagem de vinte por cento sobre as contribuições predial, industrial, suntuária ou aquelas que as substituírem, durante os anos necessários até se acabar a construção do cemitério. Assina: Joaquim do Couto Ferreira.

1918.11.15
Sessão da Junta pedindo ao Administrador a mudança do terreno do cemitériovisto que o povo não deseja que ele seja feito no terreno já comprado. Assina: José Callado da Francisca.

1926.01.17
Proposta aprovada por unanimidade em sessão da Junta: atendendo que há falta de terreno e de alinhamento nos covais o que é uma vergonha, considerando que a construção dum novo cemitério é uma obra de grande alcance e que para isso é necessário o auxílio moral e material de todos os homens do Valado, a Junta resolve: 1º Dar começo ao novo cemitério, 2º Afastar deste assunto toda a questão política, 3º Fazer uma reunião pública para que se ponham ao corrente todos os habitantes do Valado. Assina: Francisco Xavier Coelho.

1926.04.21
Ofício da Câmara da Nazaré, informando da atribuição dum subsídio para a construção do novo cemitério. Assina: Francisco Xavier Coelho.

1926.09.01
Sessão da Comissão Administrativa da Junta onde se informou que nos próximos dias 18 e 19 do corrente promovida por uma comissão de senhoras uma quermesse nesta freguesia cujo produto se destina a auxiliar as despesas de construção do novo cemitério, tendo se resolvido oficiar à Filarmónica desta localidade para abrilhantar a mesma quermesse, concorrendo assim para ser mais concorrida e por isso maior o seu rendimento, Assina: Joaquim Leite Vinheiras.

1927.02.02
Sessão da Comissão Administrativa da Junta em que se informa ter sido recebido um subsídio de 4.000$00 da Câmara da Nazaré e outro de 1.000$00 do Foot Ball Club, para ajudar nas obras do cemitério. Assina Joaquim Leite Vinheiras.

1927.02.13
Sessão da Comissão Administrativa da Junta onde se autorizou o pagamento de 3.460$45 a João Gomes pela construção de parte do muro para o novo cemitério. Assina: Joaquim Leite Vinheiras.

1927.03.02
Sessão da Comissão Administrativa da Junta, onde se oficia ao Director Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas a pedir gratuitamenta madeira para a construção da capela do novo cemitério. Assina: Joaquim Leite Vinheiras

1928.06.10
Sessão da Comissão Administrativa da Junta, oficiando a Câmara da Nazaré a informá-la que recebeu um subsídio concedido pelo Governo e destinado à construção do novo cemitério, em 15 de Julho de 1925. Assina:Joaquim Leite Vinheiras.

1928.07.18
Sessão da Comissão Administrativa da Junta, onde foi resolvido proceder-se à limpeza da parte interior do cemitério pelo preço de 45$00, ficando encarregado do serviço o coveiro do mesmo, Joaquim Nazário. Assina: Joaquim Leite Vinheiras.

1929.05.15
Sessão da Comissão Administrativa da Junta, onde se oficiou à Comissão Administrativa da Câmara da Nazaré, pedindo-lhe um subsídio não inferior a 4.000$00 para se poder acabar a construção do novo cemitério. Assina: Joaquim Leite Vinheiras.

1929.11.20 
Sessão da Comissão Administrativa da Junta, sendo dado conhecimento da entrega de 2.000$00 pela Comissão Administrativa da Câmara da Nazaré, para as obras do cemitério. Assina: Joaquim Leite Vinheiras.

1930.03.17
Sessão da Comissão Administrativa da Junta, tendo sido autorizado o pagamento de 241$00 ao senhor António Condinho, pela construção de uma parte do muro do cemitério. Assina: Joaquim Leite Vinheiras.

1931.10.07
Sessão da Comissão Administrativa da Junta, onde se resolveu proceder à reparação e caiação do muro do cemitério velho, pela quantia de 160$00 por Américo Inácio Maurício.

1956.12.05
Panfleto da Junta: vamos dentro de dias começar com as obras de ampliação do cemitério. Para que as obras se façam como se deseja, precisa de recorrer ao seu Povo, pedindo algum trabalho braçal, para fazer face à comparticipação do Estado. Amigo, já pensaste que depois de uma vida inteira de intenso trabalho, de tantas arrelias e dificuldades, vais para à cova funda?! AQUI SE ACABA TUDO. Os maus vizinhos, as propriedades, a intriga, as malquerenças e a própria vida. A Junta vai ampliar e preparar o melhor que puder, o Campo Santo, onde todos somos irmãos e amigos. Mas não te assustes amigo?! Até lá, gosa a vida o mais bem que puderes. Isto, é só, para te lembrares e não discutires, quando te convidarem a dar um dia de trabalho para a Propriedade de Nós todos O CEMITÉRIO. A Junta da Freguesia. Aceita e agradece todo o auxílio do Seu Povo.



Não é um post muito apelativo, por envolver uma questão que não podendo deixar ninguém indiferente, não deixa no entanto de desenvolver entre nós um sentido de afastamento.
O Valado, para além de enterramentos nas proximidades ou interior da Igreja, teve um outro cemitério no local onde hoje está instalado o Centro Médico - este foi o 1º cemitério fora do âmbito da igreja.
Em 1940 já não se faziam enterramentos nele, pois lembro-me cerca de 1950, nós miúdos, termos acesso a ossos que estavam a descoberto num grande tanque que serviria de depósito - já existia pois o cemitério onde hoje o conhecemos.
O texto hoje colocado, trata de descrever as diferentes acções desenvolvidas pela Junta de Freguesia e Câmara desde 1901, sobre a necessidade de se proceder à sua substituição, por razões de vizinhança e salubridade.
Curioso é a preocupação e a atenção dos referidos organismos...os projectos e preocupações de onde e porquê devia o cemitério ser onde hoje está!
Claro que houve dificuldades...alguns dissabores mas...a obra apareceu.
O querer das pessoas e a vontade de fazer "obra útil", tudo levaram para a frente...o que nem sempre acontece hoje!

Hélio Matias

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Placa de Homenagem no Clube Recreativo Beneficente Valadense


A construção da nova sede do Clube Recreativo Beneficente Valadense, só foi possível graças à disponibilidade de um grupo de associados que disponibilizaram do seu bolso um quantitativo de 150$00 (75 cêntimos) por mês para pagar dívidas assumidas.
A nova sede, tal qual a conhecemos hoje, partiu duma necessidade de dotar o Valado duma condigna sala para espectáculos e por imposição da Direcção Geral dos Espectáculos, a qual em 1957, por causa duma exposição então feita pelo Salão Familiar, interditou o Clube.
Movimentaram-se as boas vontades...empreenderam-se campanhas...e a sede surgiu.
Simplesmente à posteriori havia que assumir os compromissos!
A fotografia que aqui se coloca, não faz mais que enumerar aqueles que do seu bolso assumiram essas responsabilidades, e a placa afixada junto da entrada principal, é simplesmente...uma "simpática" justiça!

Hélio Matias

domingo, 21 de dezembro de 2014

Aprenda...com o BORDA D´ÁGUA!

E é mesmo verdade...porque o BORDA D ´ÁGUA o diz..."hoje às 23h 03m...Solstício de Inverno...e entrada do Sol em Capricórnio"!
Os dias diminuiram 10 m em Lisboa e 12 m no Porto!
Se "Em Dezembro chuva, em Agosto uva"!
E os nativos de Capricórnio trabalham arduamente para alcançar os seus objectivos terrenos...sendo também a honestidade uma das suas características...Incensos: Lótus e Jasmim; Pedra: Onix; Metal: Chumbo; Cor: Preta.
Se o BORDA D´ÁGUA...o diz!

Hélio Matias

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Fábrica de Louça - Pereira & Lopes


A Pereira & Lopes foi fundada em 1944, por Álvaro Marques Pereira, José Pereira, seu genro, e Eduardo Lopes.
Dedicaram-se inicialmente à loiça regional, durante cerca de 10 anos.
Na pintura além de António Elias da Silva, trabalharam outros dois pintores vindos da Fábrica de Sant´Anna, de Lisboa, sendo  Américo Ribeiro e Jaime Torres, João Elias era forneiro e o próprio Eduardo Lopes o modelador.
Eduardo Lopes passou a sua quota e começa a produção de telha e tijolo.
Em 1969 esta fábrica entra na posse do grupo Elias & Paiva.
A imagem mostra em 1º plano duas jarras já prontas e que são bem representativas da chamada Louça de Alcobaça, e em 2º plano 3 jovens pintores, trabalhando em condições não muito "saudáveis" e pouco cómodas...passavam o dia de trabalho na mesma posição.
Estes pintores iniciavam a sua vida logo ao sair da escola, começando por uma fase de aprendizagem, até passarem a um escalão mais avançado e que lhes permitia apor a sua assinatura no fundo ou costas das peças.
A cerâmica foi uma actividade com grande implantação no Valado...foi!

- Sampaio, Jorge Pereira de e Pereira, Luís Pires - Cem Anos de Louça em Alcobaça

Hélio Matias 






sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Portas do Sol


O jornal Comarca de Alcobaça, publicitava na sua edição de 20.4.1951, as Portas do Sol.
Sendo proprietário Silvestre de Almeida Nascimento, situava-se no largo onde hoje se encontra a Pia do Gado, na rua Prof. Arlindo Varela.
Ainda hoje lá se encontra com as mesmas características em termos arquitectónicos, mas de portas fechadas e abandonada.
Não sei da razão do nome...Portas do Sol...pois nem sequer está voltada ao Sol Nascente, mas é uma boa razão para fazer uma pesquisa!
Era mais uma de entre tantas tabernas do Valado...todas com a mesma finalidade...mas todas muito "individualizadas" na sua arquitectura e aspecto.
As tabernas já não farão falta, pela negatividade associada à sua função, mas que fizeram parte da nossa "estória"...ah isso fizeram!

Hélio Matias



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Cemitério...Peditório para obras!



Em 1956, a Junta de Freguesia resolver proceder a obras de ampliação do Cemitério...o que diga-se de verdade, não é assunto que agrade ao comum do cidadão.
Ante as dificuldades financeiras que atravessava, logicamente solicitou através dum dia de trabalho, a preciosa ajuda dos seus conterrâneos.
Ora é este precisamente o texto que saiu, e da sua análise ficamos com esta impressão: 
- A Junta quis fazer alguma graça, mas recordando factos um pouco tétricos...não deixa de ser um texto que nos deixa perplexos e um pouco de "cara ao lado".
Mas certamente que teve a resposta magnânima...que nestas situações os Valadenses sempre têm!

Hélio Matias







quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Jazz em Valado dos Frades...uma "Estória"!


A BIR desenvolve um trabalho saudável que se estende a um leque muito alargado de actividades.
O Jazz não "conseguiu fugir", e penso que muitos de nós pensaríamos impossível uma manifestação cultural deste tipo no Valado.
O Mário Galego, teve a feliz ideia de consubstanciar num pequeno livro a "estória", desde a sua génesis, dos diferentes Festivais de Jazz que ao longo dos anos se foram realizando.
É um livro que nos consegue prender pela profusão de imagens - bilhetes de acesso, cartazes de publicidade, imagens de músicos em acção, aspectos da sala e assistência, o trabalho que por todos é dividido, etc - acompanhadas por um texto explícito e pormenorizado.
É uma viagem que nos envolve e empolga...e a certeza que a BIR está viva!

Hélio Matias

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Água Pé...Ramo de Louro


A época da Água Pé no Valado.
A tradição manda em terra Valadense, que alguns agricultores ponham à venda a sua produção de Água Pé.
É um vinho muito mais fraco que rondará os 8º e que requer alguma sapiência na sua feitura.
Como "vinho" especial que é...também muito cedo fica pronto a consumir.
É geralmente o que os agricultores consomem no trabalho do dia a dia e também às refeições.
Explicação: é mais barato que o vinho...mesmo em maus anos vinícolas a água pé é sempre(?!) boa e...por ser menos alcoólica pode beber-se em maior quantidade - talvez a razão principal!
Bem, mas quando abre a época da água pé?
Os agricultores que também a fazem para vender, publicitam o facto com o pendurar na porta de entrada da casa ou da adega de...um molho de folhas de louro!
Modernamente e para se tornar mais apelativo, o caso da imagem...acrescentou-lhe um garrafão de plástico!
Pequenos pormenores das "estórias" do Valado...teimosas em desaparecer!

Hélio Matias

domingo, 7 de dezembro de 2014

Nazaré - Entrevista com actores do filme...Lavadeiras de Portugal!


Filmava-se o "Lavadeiras de Portugal"!
Cenas captadas na Nazaré e no Rio do Abegão no Valado!
Estamos em 23 Maio 1957, data da entrevista da Crónica Feminina aqui publicada!
A Nazaré "começava" a sua ascensão meteórica no turismo Europeu!
...Estaremos perante os percursores dos McNamara!
Só é pena, que nem tudo tenha sido trazido para hoje deste pioneirismo de grande "abertura"...é pena!


Hélio Matias

sábado, 6 de dezembro de 2014

Guerra de Pertencer à Nazaré ou a Alcobaça


O jornal A Voz de Alcobaça, publicou este "poema - desabafo" dum intitulado Poeta do Valado.
É uma situação muito nova para um problema muito antigo!
A que Concelho deverá o Valado pertencer?
Em décadas recuadas, os Valadenses sem tantos "distraidores" como os que hoje nos assoberbam...a começar pelas nuances da vida, eram muito mais interventivos sobre esta problemática e...indicavam inelutavelmente para o Concelho de Alcobaça.
Há e continuam a haver razões de carácter histórico, social e físico para a opção Alcobaça!
Os Valadenses sempre foram agricultores, e Alcobaça sempre foi o mercado por onde os produtos agrícolas eram escoados e...sempre foi em Alcobaça que se compravam as sementes, as alfaias , etc.
Historicamente, os Frades de Alcobaça sempre definiram que os seus domínios englobassem até Rio de Moinhos...portanto Valado, não o cedendo para ficar na Pederneira, face às riquezas naturais que lá se encontravam.
Por outro lado a Nazaré sempre representou para o Valado a face "má" duma relação, aquela é sempre vista como o local onde só vamos pagar os impostos!
Finalmente o Valado começou por pertencer aos "termos" do Mosteiro de Alcobaça...in ilo tempore!
O "poema" que surge em data posterior e muito próxima da elevação do Valado a vila, volta a colocar-nos sobre uma questão que parece estar somente...adormecida!

Hélio Matias

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Escola de Condução Oceânica

Em Agosto de 1990, o Notícias da Nazaré publicava o anúncio referente à Escola de Condução Oceânica.
Tudo se passou há 20 anos, terminando finalmente a necessidade de os Valadenses terem de se delocar às vizinhas Nazaré/Alcobaça para tirar a respectiva Carta de Condução.
Foi sem dúvida uma mais valia para o Valado, e era efectivamente uma falha que se fazia sentir numa terra que sempre primou por andar um pouco à frente da vizinhança.
Passados estes anos ainda se mantem no mesmo edificio.
Foi uma década com um certo expansionismo económico, e o Valado que sempre soube aproveitar estes movimentos...disse presente!

Hélio Matias

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Biblioteca Educativa Valadense



No dia 1 de Maio de 1933, reuniu-se um grupo de Valadenses para criar uma nova colectividade que tivesse por finalidade a instrução, através do fomento da educação e leitura.
É assim que sob a "presidência" de Álvaro Gomes Ferreira, segundo a acta n.º 1 desse dia 1 Maio 1933, foi oficialmente criada a Biblioteca Educativa Valadense...de que a imagem junta representa o seu 1º emblema!
O âmbito da sua acção englobava fundamentalmente a instrução dos seus associados, mantendo em funcionamento uma biblioteca para consulta e deleite dos mesmos...logo no momento da sua "criação" dispunha de cerca de 60 livros oferta de sócios e alguns beneméritos!
No fim da reunião procedeu-se à eleição daquela que foi a 1ª direcção - Presidente - Álvaro Gomes Ferreira, Secretário - Vítor Pais Silvestre, Tesoureiro - Daniel Xavier Coelho e Bibliotecário - António Ferreira Marques.
Terminou a sessão entre vivas à Biblioteca...à Instrução...à Educação...ao Progresso e...ao Valado.
Em 1933 o Valado apresentava grande "dinamismo"...e assim se vai manter por algumas décadas!

Hélio Matias