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Vento nunca levará a História e as memórias!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Argolas à Porta das Tabernas/Lojas

Argolas aos lados da porta, do que foi uma loja/taberna

As argolas junto às portas de algumas casas, tinham uma efectiva utilidade.
Situavam-se geralmente nas portas das tabernas e havia casas particulares que também as possuíam.
A sua utilização prendia-se com a comodidade que representavam para os homens quando regressavam ou iam para o campo, aí prendiam a açoga das vacas ou a arriata do burro, enquanto sossegadamente iam beber um copo.
Foi um modo engenhoso de resolver um problema.
Ainda hoje é possível encontrar um grande número de argolas, como as da figura junto à loja  (hoje) do Coito.
...Parques de estacionamento...para quê?!...

Ladeando a porta duma taberna na Praça,
cerca 1940

Argola ainda hoje na taberna do Maurício, no largo da Estação

 Hélio Matias

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Mercado de Alcobaça...e Valadenses


Imagem muito especial captada em pleno Mercado de Alcobaça.
Em que dia da semana...onde...nada interessa a não ser referir que duas Valadenses atendem uma freguesa procurando algo dentro duns seirões...enquanto num 1º plano surge um monte de repolhos.
É uma imagem que terá pelo menos 70 anos, quando o Valado se assumia como uma aldeia rural de grande produtividade agrícola.
Quando o Mercado de Alcobaça era um escoador dos nossos produtos, e o Valado tinha uma relação com Alcobaça ...de muita complementaridade!

Hélio Matias

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Bilha à Cabeça


A bilha no quotidiano do Valado!
Para alguém menos atento não se apercebe da sua grande utilidade!
Mas façamos um pouco de reflexão e regressemos no tempo...aí uns 50 anos.
O Valado tem água ao domicilio desde há muitos anos, mas é óbvio que nem todas as famílias tinham possibilidades económicas para usufruir desta "benesse"...daí que esta imagem de hoje tenha atravessado gerações que se perderão certamente em muitos séculos...as mulheres (eram sempre as mulheres) munidas duma bilha de barro vermelho deslocavam-se às fontes...poços...ou simples nascentes para a encherem de água!
De notar que na imagem a mulher vai para a fonte...a bilha vai deitada!
No regresso bem cheia e em cima da rodilha...virá "empoleirada" no alto da cabeça!
Esforço, necessidade e...equilibrismo!

Hélio Matias

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Frigorífico...quem o tinha?!


Em 1960 este é o anúncio a uma marca de frigoríficos...havia poucas marcas!
Custava cerca de 24 €!...
Era uma fortuna...e pouca gente o tinha!

Hélio Matias

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Produtos Nacionais


Em 1959 era assim que se cativavam as pessoas para os produtos nacionais.
Duma maneira simples , mas...convincente!

Hélio Matias

sábado, 16 de novembro de 2013

Pyrex


Anúncio muito simples para uma "novidade revolucionária", hoje...quase obsoleta!
Tempos diferentes...diferentes em tudo!

Hélio Matias

sábado, 9 de novembro de 2013

Bater Água


Dum modo geral, todos os trabalhos agrícolas têm uma maior ou menor dificuldade e são esforçados.
No entanto o bater água, é talvez um dos mais (ou o mais) violento!
O rio da Areia corre acima do nível das terras, e como na época do Verão leva geralmente pouca água, é necessário fazer com que esta chegue às culturas hortícolas que junto às suas margens se desenvolvem.
Então, os agricultores frente à sua terra, preparam o leito do rio fazendo um pequeno buraco que funciona de reservatório e junto da margem organiza-se um género de tabuleiro em terra, onde é despejada a água, que depois corre através de uma "regadeira" (rego) ao longo da terra até chegar junto das culturas, onde alguém conduz a água para as regar.
A questão que se coloca, é como fazer chegar a água a esse tabuleiro?!
Um ou dois homens, munidos de cabaços, metem-se dentro do rio, e em movimento cadenciado  enchem-nos e elevam-nos para despejar no referido tabuleiro.
Ora esta cadência tem de ser bastante forte de modo a garantir um caudal tanto quanto possível uniforme.
Para que o "ânimo" não esmoreça...este trabalho é acompanhado com uma cantilena de sentido diverso.
Face ao exposto, podemos avaliar do esforço exigido!
O desenho (não há nenhum documento fotográfico), é da autoria dum artista naif Valadense, Joaquim dos Santos Ferreira, de quem falarei um dia destes.
Um trabalho quase desconhecido...até surgirem os motores de rega ou...tenham acabado com a agricultura!


Canção recolhida por F. Giacometi e música de Lopes Graça, cerca de 1973, concretamente nos campos do Valado.

Hélio Matias.
 

Caldo de Galinha

 
Em 1960 este anúncio aparecia assim...a preto e branco...sem alternativas...era uma delícia e...as donas de casa suspiravam por ele!
Hoje com a profusão da escolha...o colorido e...a pressão da comunicação social!!!...
...Hoje todos suspiramos por uma autêntica CANJA DE GALINHA...CASEIRA!
Onde está ela?!

Hélio Matias

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Clube Recreativo Beneficente Valadense

Estandarte já com alguns anos do Clube


O Clube surgiu em 25 de Dezembro de 1925.
Não há dados concretos do que foi a vida desta colectividade entre 1925 - 1933, sendo no entanto certo que ainda não teria uma sede própria e definitiva.
Em 1930 foi alugada uma casa a Victor Machado uma sala com cerca de 100 m2, com um palco e um bufete exterior - esta é a primeira sede.
É também por esta data que surgem os símbolos, a bandeira e o emblema, sendo da tradição que o leão e o vermelho foi o modo de agradar aos sportinguistas e benfiquistas.
Em 31 de Março de 1933, os Estatutos do Clube, foram aprovados em Assembleia Geral, e em 10 de Abril do mesmo ano foram sancionados pelo Governo Civil.
Em 27 de Dezembro de 1933, surgem os primeiros cartões de sócios...o Clube estava definitivamente "lançado".
Houve depois ao longo da sua história períodos de grande fulgor que se cruzaram com outros de grande dificuldade.
De qualquer modo construiu uma nova e bem apetrechada sede para a época.
Em 1957, a Inspecção Geral dos Espectáculos, por via duma exposição do Salão Familiar, inviabilizou o Clube de dar espectáculos por falta de condições.
Depois dum processo longo de discussão seguiu-se a construção duma nova sala - a actual.
O cartaz noticia o espectáculo que foi montado para promover a inauguração da nova sala, no dia 11 de Maio de 1958.
A estrela maior foi Maria de Lourdes Resende, "Grande Vedeta Internacional e Rainha da Rádio Portuguesa".

 
                              
Imagens de 1933, dum cartão de sócio do Clube, onde se referencia o bom gosto da sua feitura







 
 
 
O Clube delineou a sua actividade desde sempre entre as manifestações culturais que se estendiam fundamentalmente ao Teatro, Cinema e Baile.
Não passará hoje por grande vivência...mas esperemos que seja mais uma fase!
 

Convite para um baile, emitido em 1934!
 
Os elementos apresentados, encontram-se no livro 80 Anos do Clube, escrito por mim e Amadeu de Matos Carvalho.
 
Hélio Matias

Abrir Porta da Escola

Em pleno século XIX havia "gente" com pensamento muito positivo.
...O que hoje nem sempre acontece...em Portugal!

Hélio Matias

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Estrada Valado - Bárrio


No dia 26 de Outubro de 1901, foi endereçado à Junta da Paróquia do Valado, o ofício que se reproduz e emanado do Conselho de Administração Municipal.
Nele se comunica o envio da planta da estrada que irá ligar o Valado ao Bárrio. para que a Junta Paroquial dê o seu parecer.
Não era uma via de comunicação absolutamente necessária para o Valado, mas de qualquer modo vinha pôr à disposição das pessoas um caminho alternativo, e uma possibilidade de intercâmbio com os vizinhos do Bárrio, ao mesmo tempo que possibilitava a estes a maior facilidade para chegarem às terras agrícolas...que detinham no vale!

Hélio Matias  

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Aqui há Gás!!!

Este era o anúncio a incentivar o consumo do gás em...1961!
Hoje temos a imagem Policlorida e Photoshop da "menina" com um botija às costas!
...Os tempos ...mudaram!

Hélio Matias

domingo, 20 de outubro de 2013

Grupo Cívico em 1940...no Valado

João Luís Santos, Mineiro, Alvaro Martins, Daniel Xavier Coelho e António Maurício

Em todas as localidades, é necessário que haja núcleos de pessoas...colectividades...associações, que funcionem de "alavanca" para incrementar iniciativas, etc.  
O Valado não fugiu obviamente a este quadro e...
Frente ao actual Café Helcar...ainda não havia o edifício dos "antigos" Correios, perfila-se um grupo de Valadenses "ilustres", no fim homens que desenvolviam a sua actividade desde o Comércio...Estação do Caminho de Ferro...Ensino,  que deram o melhor das suas capacidades em actividades lúdicas como o teatro...criação de colectividades, etc.
Estamos cerca da década de 1940...o Valado era também assim!


Hélio Matias

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Fonte da Farmácia


Esta é a Fonte da Farmácia, encostada na parede do prédio da farmácia, e no mesmo local onde existiu a Fonte de Baixo.
Nem sempre apresentou um aspecto cuidado como se pode constatar...a degradação é evidente, o que "ligado" a pouca ou quase nenhuma utilização, levou a que há alguns anos fosse pura e simplesmente demolida!
Compreendo a argumentação de que a humidade a "entranhar-se" na parede, podia trazer problemas, mas para um pouco de história que esta fonte representava, estaremos perante mais uma situação em que a intervenção dos poderes autárquicas...deveria preservar este "naco" da história do Valado!
...Era muito simples, desactivavam-na...secavam-na e...cuidavam dela, mas para isso seria necessário ter um pouco de "gosto"...o que neste aspecto da história/etnologia nunca foi grande preocupação de quem "manda"!

Hélio Matias

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Quem é este jovem?

Esteve recentemente nas primeiras páginas de todas as notícias!
Sobreviveu!
...Quem é?

Hélio Matias

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Casa Mortuária

Acta da Junta de Freguesia, no dia 5 de Novembro de 1930.
Para além de outras questões tratadas, foi resolvido oficiar à Comissão Administrativa da Câmara Municipal, pedindo um subsídio não inferior a três mil e quinhentos escudos (cerca de 17,5 €), destinados à construção da Casa Mortuária no Novo Cemitério e uma pequena reparação na sala das reuniões da Junta.
Era assim dum modo simples que era possível a colaboração entre os orgãos autárquicos...não como hoje!

Hélio Matias

domingo, 6 de outubro de 2013

A Minha Tropa...Guiné Bissau



Está hoje um pouco "na moda" escrevermos...os combatentes da Guerra Colonial...sobre as experiências que cada um de nós viveu!
Também entrei um pouco nessa "linha", não para "cantar" os feitos porque passei ou vivi, mas tão só com a intenção de deixar um pequeno testemunho...94 páginas, para que os meus netos guardem uma memória do que me aconteceu e que DESEJO eles NUNCA vivam.
Editei por isso mesmo somente uns 10 exemplares e tentei ilustrá-lo profusamente com imagens não chocantes!
Também não se trata dum libelo de cariz patriótico...sou decididamente contra.
A Pátria não pode existir quando nos chama "a seu belo prazer", olvidando e endeusando os que por ventura apresentam uma "epiderme" diferente da grande maioria.
A Pátria é de todos nós...e todos temos com ela obrigações, mas não podemos é servir para...somente a servir!
Que a Guerra não torne, para evitar...mortos...estropiados...vidas desfeitas!
Da Pátria...continuo hoje confuso entre o que ela me deu e...o que hoje me pede!
Apetece ler Camões ao contrário!...

                                  Partida de Lisboa, Outubro 1964                      


1964, ainda por uns dias em Bissau


 1964, momento de pausa já no "mato" em Nova Lamego

                                          1965, Desfile em Nova Lamego...para "impressionar"




1965, imagens duma "visita" a Canquelifá e Buruntuma nas fronteiras com o Senegal e Guiné Konakry...momentos muito difíceis em todos aspectos!...Esquecer...esquecer...esquecer!?


Hélio Matias